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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

POR QUE O PAPA FRANCISCO FEZ TANTO SUCESSO EM 2013?

Conheça alguns elementos que explicam o “efeito Francisco” e dê sua opinião




No começo de 2013, ninguém poderia imaginar que o Papa Bento XVI anunciaria sua renúncia, nem que seu sucessor, o Papa Francisco, viria do continente americano, e muito menos que este último seria eleito o “Homem do Ano” pela revista Time, ou que seria o assunto mais comentado no Facebook.

Em pouco mais de nove meses, o cardeal Jorge Bergoglio, que, aos 76 anos, já pensava em sua aposentadoria (lembremos que ele chegou de Buenos Aires para o conclave com passagem de ida e volta), tornou-se o homem mais influente do mundo.

Uma pesquisa realizada em inglês e espanhol nos EUA, publicada em 11 de dezembro pelo Washington Post e pela ABC News, constata que a opinião pública do país nunca havia tido uma visão tão positiva da Igreja Católica: 62% dos americanos não católicos têm uma visão favorável do Papa.

O que o Papa Francisco fez para conquistar o coração de milhões e milhões de pessoas? Neste final de ano, vale a pena recordar alguns elementos significativos que permitem responder a esta pergunta. Há muitos outros elementos, certamente, e você mesmo poderá acrescentá-los nos comentários ao final do texto.

1. A eleição

Na noite de 13 de março, a eleição do Papa Francisco foi o evento mais importante do mundo, como documenta o Twitter: o anúncio da sua eleição gerou mais de 130 mil tuítes por minuto, no mundo inteiro.

Em poucos segundos, o inesperado Papa conquistou católicos e não católicos com o nome que escolheu (Francisco, como o Pobrezinho de Assis), com a simplicidade das suas palavras (começou cm um “boa tarde”, saudação insólita para um papa) e pela humildade: antes de dar sua bênção, pediu que o povo o abençoasse e orasse por ele em silêncio.

2. Estilo

O Papa não conquistou os corações com o que ele disse ou fez, e sim pela maneira como disse e fez cada coisa. Seu jeito de ser é que fez a diferença: um estilo carregado de gestos inesperados em um Bispo de Roma, mas profundamente coerentes com a essência do seu ministério.

Um dia depois da sua eleição, ele foi pessoalmente pagar a conta do hotel em que esteve hospedado antes do conclave. A decisão de morar na Casa Santa Marta lhe permite manter um contato diário com pastores e fiéis de todos os continentes. Suas ligações a pessoas que lhe escrevem pedindo ajuda criaram uma autêntica relação entre o Bispo de Roma e os fiéis.

Ao lavar os pés de uma jovem muçulmana presa, ele mostrou, sem necessidade de palavras, o sentido do diálogo inter-religioso na Quinta-Feira Santa. Sua capacidade de se relacionar, em poucos segundos, com os doentes, crianças, pessoas carentes que participam das audiências gerais faz de cada encontro público uma surpresa.

As pessoas ficam tocadas porque, nestes gestos, não veem uma encenação, e sim um homem que vive o que diz e diz o que vive.

3. Homem de Deus

Precisamente por trás destes gestos, a opinião pública, particularmente os fiéis, descobrem o autêntico segredo de Francisco: ele é um homem de Deus. Um homem de Deus não é alguém que se afasta do mundo ou que o rejeita: pelo contrário, é alguém que vive entre os seus irmãos para se tornar carinho de Deus para cada um deles.

Esta dimensão de Francisco nasce da sua vida de oração. Seu espírito místico ficou eloquentemente claro na Sexta-Feira Santa, quando ele se prostrou totalmente no chão para adorar a cruz de Cristo.

Os que participam da Missa diária que ele celebra em Santa Marta veem nele um homem de Deus. As homilias que ele dá sem papéis, nessas Missas, são alimento cotidiano para a oração de milhões de pessoas, que leem seus resumos na internet.

Dessa maneira, mesmo sem querer, Francisco se tornou um místico do século 21 nas redes sociais: com imagens cheias de vida, como bom argentino, ele consegue explicar as mais profundas verdades de fé e de vida.

4. Seu programa

O programa pastoral do Papa Francisco fundamenta todos estes gestos e eventos. Isso já ficou claramente sintetizado quando ele escolheu seu nome como pontífice. O cardeal franciscano brasileiro Cláudio Hummes estava ao lado do Papa durante a eleição na Capela Sistina. “Não se esqueça dos pobres”, disse-lhe Dom Cláudio. Jorge Bergoglio então pensou espontaneamente no nome de Francisco como seu melhor programa de pontificado: pobreza evangélica.

A humildade o levou a tomar uma decisão insólita: sua primeira encíclica (o documento com o qual os papas costumam apresentar seu programa pastoral) não foi escrita só por ele. Francisco decidiu basear-se na encíclica já redigida por Bento XVI, “Lumen fidei”, que ainda era inédita.

E voltou a surpreender ao apresentar, de maneira detalhada, os pontos fundamentais do programa pastoral do seu pontificado, na exortação apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, assinada em 24 de novembro, a “Evangelii gaudium”. Neste documento, Francisco abre a Igreja a uma nova etapa evangelizadora, marcada pela alegria.

5. Suas viagens

Finalmente, não seria possível explicar o “efeito Francisco” sem suas viagens. Ele está viajando menos que Bento XVI e João Paulo II: até agora, fez apenas três viagens dentro da Itália e uma ao exterior, mas seu impacto foi muito forte.

Sua primeira viagem foi a Lampedusa, a ilha italiana que recolhe anualmente centenas de cadáveres de pessoas que se lançaram ao mar, procedentes das costas africanas, fugindo da violência ou simplesmente em busca de um futuro digno.

Mas seu estilo pastoral ficou marcado sobretudo pela visita ao Brasil, de 22 a 29 de julho. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), segundo o Twitter, foi um dos eventos mundiais mais acompanhados naquele mês. Os três milhões de jovens reunidos em Copacabana entenderam que não existe melhor time para se jogar que o de Deus.

O encontro do Pontífice com os jornalistas parecia que ia durar, como de costume, uns cem dias. A coletiva de imprensa na volta do Brasil era a grande oportunidade para criar armadilhas para o novo Papa.

As respostas de Francisco foram uma avalanche de confidências e verdades vindas espontaneamente do coração. Sua declaração sobre as pessoas homossexuais se tornou uma das frases mais citadas na história da internet: “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?”.

Os jornalistas ficaram confusos. Bergoglio superou as armadilhas. Ele mesmo acabou fazendo as perguntas que os comunicadores não se atreviam a formular. Seu estilo levou o Parlamento Europeu a declará-lo “Comunicador do Ano”.

Estes são os elementos que, a meu ver, explicam o “efeito Francisco”. Certamente, há outros, e por isso eu o convido a dar sua opinião também, no campo dos comentários abaixo: como você vê o Papa Francisco? Que reações seus gestos e ações causam em você?


http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/por-que-o-papa-francisco-fez-tanto-sucesso-em-2013.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A poesia nos permite vislumbrar um mundo mágico, poético, singular. Desperta-nos para a docilidade da vida, a magia do universo, o desejo de mudar, enfim, sonhar...

O Sonho

O sonho de sonhar, sonhado.                                 O amor de quimera,
O homem.
O amado.
O chorar, o sofrer, o amar.
O homem que chora, ama...
O homem que ama, confia.
Define a vida, sai da apatia.
O sonho é de vida.
A vida é luz, é dádiva,
O sonho...
... Sonhado.

Autoria: Hilda Pereira

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

UM DEBATE SOBRE AS MULHERES NA IGREJA

“Não há dúvidas de que seja necessária uma presença maior da mulher nas cúrias, não só na romana”

O grande passo para que as mulheres voltassem a ser lembradas pela Igreja Católica foi dado no Concílio Vaticano II e de lá para cá muita coisa mudou, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Foi mais ou menos esse o tom do debate sobre o tema “A força da mulher” realizada ontem na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, por ocasião do lançamento do documentário Maria di Magdala: Le donne nella Chiesa (“Maria Madalena: As mulheres na Igreja”), dirigido e produzido pela espanhola Maite Carpio, a ser exibido pela TV italiana Rai 3 em 28 de dezembro no programa La Grande Storia.

As mães do Concílio -  “O Vaticano II foi um germe para mudanças notáveis. Foi a primeira vez que mulheres participaram de um concílio”, recordou a teóloga Marinella Perroni, doutora em Teologia e Filosofia e professora de Novo Testamento no Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma. Convocado em 1962 pelo Papa João XXIII, o Concílio Vaticano II foi a última grande reforma da Igreja Católica, desde aspectos práticos e pastorais até a liturgia e o modo de pensar a própria Igreja.

A professora Marinella, uma das entrevistadas do documentário, se refere às chamadas “mães do Concílio”, um grupo de 23 mulheres (13 leigas e 10 religiosas) que participaram como observadoras do grande encontro que reuniu 2.500 bispos do mundo inteiro para repensar a Igreja.  Elas chegaram muito tempo depois que o Concílio havia começado, apenas quando o então cardeal Arcebispo de Bruxelas, Dom Léon-Joseph Suenens, teria dito aos seus companheiros padres do concílio: “Caros irmãos, olhem para os lados… onde está a outra metade da Igreja?” Foi somente em setembro de 1964, sob o Papa Paulo VI, que a primeira mulher entrou numa sala conciliar.

Conforme o documentário, 60% dos fiéis que se dizem católicos atualmente são mulheres. Mas só depois do Vaticano II  as mulheres passaram a ser admitidas nas faculdades de Teologia, por exemplo. “Não nos faltou nos últimos 50 anos uma contribuição forte de teologia das mulheres, isto é, a participação da mulher na interpretação e no crescimento teológico”, afirmou Marinella. “Alegra-me recordar que estamos em um caminho de crescimento.” Numa fala bastante crítica, mas otimista, ela recordou a argentina Margarita Moyano Llerena, então presidente da Federação Mundial da Juventude Católica Feminina e uma das mulheres que participaram do Concílio, que teria dito: “As mulheres em Roma chegam só no fim, mas, no fim, chegam.”

Últimos dois Papas - O padre Federico Lombardi, atual porta-voz do Vaticano e que trabalhou como consultor na preparação do documentário Maria di Magdala, observou que o aumento da participação das mulheres nas decisões da Igreja é algo que vem sendo preparado e defendido pelos últimos dois Papas, Bento XVI e Francisco, com os quais ele vem trabalhando nos últimos anos.

Para ilustrar esse ponto de vista, o padre jesuíta recordou a entrevista de Bento XVI a uma TV alemã em 2006, quando disse: “As próprias mulheres, com a sua motivação e força, com a sua por assim dizer preponderância e o seu ‘poder espiritual’, saberão encontrar o próprio espaço. E nós (homens) deveríamos procurar colocar-nos à escuta de Deus, para não nos opormos a Ele; ao contrário, fazemos votos por que o elemento feminino obtenha na Igreja o lugar ativo que lhe é próprio, a começar pela Mãe de Deus e por Maria Madalena.”

Da parte do Papa Francisco, Lombardi admitiu que ainda “não entendeu perfeitamente” o que ele quis dizer na entrevista coletiva concedida aos jornalistas que estavam no avião durante a viagem de volta do Rio de Janeiro a Roma, em julho.  Na ocasião, declarou Francisco: “O papel da mulher na Igreja não deve circunscrever-se a ser mãe, trabalhadora… Limitá-la não! É outra coisa!”

O Papa lembrou as mulheres do Paraguai, que depois da guerra (1864-1870) tiveram de reconstruir o país mantendo a cultura local e acrescentou: “Na Igreja, temos de pensar a mulher sob essa perspectiva de escolhas arriscadas, mas como mulheres. Isso deve ser explicitado melhor. Eu acho que ainda não se fez uma profunda teologia da mulher na Igreja. Limitamo-nos a dizer que pode fazer isto, pode fazer aquilo, agora faz a coroinha, depois faz a Leitura, é a presidente da Caritas… Mas, há muito mais! É necessário fazer uma profunda teologia da mulher.” Segundo o  porta-voz do Vaticano, “os dois últimos papas têm uma perspectiva muito aberta sobre a realidade da mulher na Igreja. Muito foi feito, mas é necessário entender que ainda há muito a avançar”.

Apóstola dos apóstolos - De acordo com o presidente do Pontifício Conselho da Família, o arcebispo Dom Vincenzo Paglia, não é possível aprofundar uma “teologia da mulher” sem recordar o papel essencial das mulheres na História da Igreja. “Quando se lê a História com profundidade, encontramos algumas mulheres com um papel evidente, mas outras serão descobertas. As mulheres são parte determinante”, defendeu, destacando a história das ordens religiosas femininas. “Houve uma abadessa que tinha poder sobre os padres, mais do que o bispo. A história do monasticismo é exemplar.”

Dom Paglia, um dos entrevistados para o documentário, acredita que a força da mulher na Igreja precise ser redescoberta pelos homens, de modo que elas assumam funções mais decisivas, inclusive na administração eclesiástica. “Não há dúvidas de que seja necessária uma presença maior da mulher nas cúrias, não só na romana.” Porém, ele alerta: é indispensável não perder “a visão do mistério de Deus” ao afrontar o problema. “O poder na Igreja não é parlamentar, econômico, militar… é um poder diferente.” Referindo-se a Maria Madalena, primeira pessoa que encontrou Jesus após a ressurreição, segundo o relato bíblico, e que dá nome ao documentário, disse Dom Paglia: “Devemos redescobrir o significado de Maria Madalena; o que queremos dizer quando a chamamos ‘a apóstola dos apóstolos‘.”


(Praça de Sales)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PRÓXIMOS TRÊS MESES PODERÁ SER DE CHUVAS PRÓXIMAS DO NORMAL.


A previsão para a estação chuvosa no semiárido do Nordeste em2014 tem indicativo favorável. O consenso é preliminar, mas já é visto com boa expectativa pelos técnicos. Os meteorologistas dos principais centros de pesquisa do país se reuniram ontem em Campina Grande para discutir os dados meteorológicos para o primeiro trimestre do próximo ano. Este é o primeiro de vários encontros para avaliar e discutir o cenário.

Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, ainda há muitas dúvidas, mas já é possível observar que os próximos três meses terão condições próximas à normalidade. Só haverá uma reposta exata quando forem fechados e analisados os dados de referência de dezembro.
“Observo que 2014 será diferentes de 2012 e 2013. A situação será melhor. O grupo de pesquisadores ficou bastante animado com relação à temperatura dos oceanos, bem melhor do que em 2012 e 2013. O vento do sudeste está mais fraco e é fator fundamental para boas chuvas”, analisa Gilmar Bristot.


Tribuna do Norte

EMPARN - REGISTRA CHUVAS NO INTERIOR DO ESTADO


A Gerência de Meteorologia da EMPARN) registrou a ocorrência de chuvas, nas últimas 24 horas, em várias regiões do Estado, em decorrência de um Vórtice Ciclônico de Ar Superior (VCAS), que está atuando no Oceano Atlântico.
Esse fenômeno pode atuar de dois a três dias, segundo os meteorologistas.
Em novembro foi registrada nos dias 4 e 5, a presença de um vórtice que trouxe chuvas ao litoral e interior do RN.

Pau Dos Ferros, com 35 mm                                     

Tenente Ananias  30,0 mm
Coronel João Pessoa 25,0 mm
Venha Ver 25,0 mm
São Miguel  20,8 mm
Luis Gomes 20,0 mm
Martins 12 mm
Janduis 10 mm
Portalegre 7,0 mm
Serra Negra do Norte 28,0 mm
Carnaúba dos Dantas 10,8 mm
Santana do Seridó  9,1 mm
Cruzeta (Base Fisica da Emparn) 6,3 mm
Comunidade São Bento (Santana do Seridó) – 37 mm
Caicó – (UFRN) – 22.8mm

Caicó – (CEJA) – 22 mm

Caicó (Bairro Barra Nova) – 32 mm

Timbaúba dos Batistas – 50 mm

São João do Sabugi – 65 mm

Jardim de Piranhas – 28 mm

Sítio Logradouro dos Enéas (Caicó) – 65 mm

Sítio Saboeiro (Emparn Caicó) – 50 mm

Sítio Manhoso (Caicó) – 20 mm

Sítio Cachoeira Grande – 30 mm

Sítio Barra do Rio (Caicó) – 52 mm
Em Parelhas – No centro da cidade –12 mm, e na Zona Sul 56 mm
Comunidade Barra – (Parelhas) – 30 mm
Comunidade Várzea do Barro (Parelhas) – 22 mm
Sitio Algodão (Parelhas) – 60 mm
Comunidade Malhada Grande (Parelhas) – 42 mm
Sitio São Sebastião – (Parelhas) – 10 mm

Marcos Silva - ( Com informações Marcos Dantas)


BRASIL: IDEOLOGIA DE GÊNERO INCLUÍDA NA EDUCAÇÃO

Este pode ser o primeiro passo da construção de todo um sistema dissolvente da identidade sexual das próximas gerações.


Na noite dessa terça-feira, 17/12, o Senado brasileiro aprovou o Plano Nacional de Educação (conhecido como Projeto de Lei 103/2012), cujo texto inclui em um dos seus artigos a diretriz de superar “desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual"”. 

Segundo o alerta de grupos pró-família brasileiros o texto introduz na educação brasileira a aceitação da ideologia de gênero e a consequente destruição do conceito da família segundo a ordem natural.

O projeto já tramitava há mais de um ano no Congresso e agora deve voltar à Câmara dos Deputados para sua aprovação definitiva com o texto substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) que estabelece no Art. 2º:

“São diretrizes do Plano Nacional de Educação:
“III - A superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

O projeto estabelece o novo Plano Nacional de Educação para um período de dez anos.
Na semana passada, o Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Carlos Rossi Keller, divulgou uma nota, no site da diocese, sobre o Projeto que institui o Plano Nacional de Educação falando sobre as consequências da aprovação do texto tal qual aprovado no senado.

Segundo Dom Keller, os alunos brasileiros seriam doutrinados na “ideologia de gênero”, que prega que os indivíduos não devem se submeter àquilo que chamam de “ditadura do próprio corpo”, ou seja, à sua própria identidade biofísico-sexual, mas precisam se libertar, inventando seu próprio gênero (masculino, feminino, andrógino, transgênero ou algum outro que se possa conceber).

Dom Keller destaca que "este pode ser o primeiro passo da construção de todo um sistema dissolvente da identidade sexual das próximas gerações".

“Tratando-se de um Projeto de Lei, todas as escolas (mesmo as confessionais) precisariam se adequar, caso fosse sancionado, sob pena de serem acusadas de promover a desigualdade e a discriminação. Por isso, precisamos reagir como cidadãos que vivem a fé cristã e solicitar de nossos representantes que atendam ao pedido do povo brasileiro, profundamente avesso a estas práticas, não aprovando este Projeto de lei da forma como está sendo apresentado”, exortava o prelado.

Grupos pró-família fizeram um abaixo assinado (que ainda pode ser preenchido) pedindo que os legisladores brasileiros rejeitem o Plano Nacional da Educação nos termos que o senado aprovou.
No texto do abaixo assinado os autores alertam: “Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. 

Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.

Para assinar o pedido de veto da Câmara ao projeto, (ACI Digital)

FONTE: http://www.aleteia.org/pt/educacao/conteudo-agregado/brasil

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

UMA ORAÇÃO DE NATAL PELOS REFUGIADOS SÍRIOS


O Menino Jesus tem muitos amigos na Síria: milhares de crianças que perderam suas casas e estão vivendo em barracas, pobres como o estábulo em Belém.

Neste Natal, podemos dizer que a Síria é o lugar que mais se assemelha a um presépio: um estábulo aberto, sem portas, frio e desamparado.

O Menino Jesus tem muitos amigos na Síria: milhares de crianças que perderam suas casas e estão vivendo em barracas, pobres como o estábulo em Belém.

Jesus não está sozinho em sua miséria. Crianças da Síria, que foram abandonadas e marcadas por cenas de violência, ainda prefeririam estar no lugar de Jesus: com pais amorosos para cuidar delas e dar-lhes carinho. Esta amargura é claramente visível aos olhos das crianças da Síria, em suas lágrimas e seu silêncio.

Alguns invejam o Menino Jesus, porque Ele encontrou um estábulo para nascer, protegido, enquanto algumas destas crianças sírias infelizmente nascem sob bombas caindo ou no caminho rumo ao êxodo.

E, apesar de suas muitas lutas, Maria não estava sozinha, como muitas mães menos afortunadas que vivem em extrema pobreza e assumem responsabilidades familiares sem a ajuda de seus maridos. Mesmo a precariedade da manjedoura de Belém traria consolo para aquelas mães esmagadas por problemas sem solução ​​e por desespero.

A presença reconfortante de José na Sagrada Família é uma fonte de inveja para as milhares de famílias sem pai – uma privação que gera medo, ansiedade e preocupação. Nossos desempregados invejam José, o carpinteiro, que é capaz de sustentar a sua família.

Os pastores, que com os seus rebanhos se aproximam da manjedoura, lembram os muitos fazendeiros sírios que perderam 70% de seu gado nesta guerra.

A vida nômade, que nesta terra bíblica remonta a Abraão e até mesmo a bem antes dele, desaparece abruptamente, junto aos seus antigos costumes de hospitalidade e cultura tradicional.

Os animais dos pastores se compadecem diante do sofrimento dos seus semelhantes sírios, que, devastados pela violência mortal, perambulam entre as ruínas e alimentam-se dos cadáveres.

O barulho infernal da guerra sufoca o "Glória" dos anjos. Esta sinfonia de Natal é obscurecida pelo ódio, pela divisão e pelas atrocidades.

Que os três reis magos tragam à manjedoura da Síria os mais preciosos dons do Natal: paz, perdão e reconciliação, para que a estrela de Belém possa mais uma vez brilhar em meio à escuridão da noite.

Senhor escutai a nossa prece.
+ Samir Nassar

Arcebispo maronita de Damasco