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domingo, 6 de abril de 2014

DE BUENOS AIRES À CASA SANTA MARTA: O VATICANO SEGUNDO FRANCISCO


Chega às livrarias da Itália o livro de Massimo Franco que analisa, em suas muitas facetas, o pontificado do "primeiro papa global".

"Aqui tem espaço para trezentas pessoas!", soltou o recém-eleito Francisco enquanto o camerlengo Tarcisio Bertone lhe mostrava o apartamento pontifício no Palácio Apostólico. Esta frase já era uma síntese do seu programa. Ao escolher ficar morando no quarto 201 da Casa Santa Marta, onde tinha se hospedado durante o conclave, Francisco simbolizou a ruptura com o modelo de papado a que estávamos acostumados.

Massimo Franco, colunista do jornal italiano Corriere della Sera e escritor, parte deste episódio para abordar as mudanças que o Vaticano não quer rotular como "revolução", mas que, vistas de fora, parecem exatamente isso. A Igreja católica tem estado no centro dos interesses de Massimo Franco: em seus dois últimos livros, ele tinha tratado daquilo que chamava de crise na Igreja; agora, no texto de “Il Vaticano secondo Francesco” [O Vaticano segundo Francisco, Mondadori, 2014], ele se entrega com paixão e curiosidade analítica ao desafio de destrinchar os muitos aspectos de um pontificado que enxerga como de ruptura com o passado.

Aleteia foi entrevistá-lo.

Qual é a grande novidade de Francisco?
Franco: Essa capacidade de surpreender de modo "revolucionário" começa com a renúncia de Bento XVI. Sem aquele gesto chocante, que marcou época, não se explicaria o que aconteceu depois. É verdade que hoje a Igreja comanda um movimento de renovação da liderança no Ocidente todo, mas ela consegue isto porque sofreu, viveu e reagiu ao trauma da renúncia de um papa depois de 700 anos. Portanto, há um elemento de grande ruptura, que explica a seguinte grande "ruptura" protagonizada por Francisco; sem ela, o que aconteceu depois não teria uma raiz justificável.

No gesto de Bento XVI, então, já existia o germe dessa mudança?

Franco: Eu tenho a impressão de que foi um gesto, alguns dizem de "grande coragem", que eu diria de “coragem desesperada” ou "desespero corajoso", porque não é um gesto em que se possa reconhecer a capacidade de prever o que iria acontecer depois. Foi simplesmente um "basta" diante da impossibilidade, ou talvez até da incapacidade de guiar a Igreja num momento em que, em vez de ir para frente, ela era sugada por conflitos internos feíssimos, com um risco muito sério de declínio.

O que causou a decisão, tão simples e tão marcante, de ficar morando na Casa Santa Marta?

Franco: Na verdade, simbolicamente, Francisco já tinha escolhido a Casa Santa Marta quando ainda estava em Buenos Aires. Eu fui a Buenos Aires para estudar as raízes dele e vi que lá também ele tinha renunciado à residência arcebispal e se mudado para um apartamento no prédio ao lado da catedral. Então já existia, lá, uma "primeira Santa Marta". O interessante é que, pesquisando no Arquivo Secreto do Vaticano, eu descobri que a Casa Santa Marta foi um hospital para doentes de cólera, porque, no final do século XIX, Roma temia uma epidemia de cólera. Não aconteceu essa epidemia, mas Santa Marta virou desde então o símbolo de um abrigo para as pessoas que sofriam. E o papa diz que a Igreja é uma espécie de "hospital de campanha depois de uma batalha"; nenhum simbolismo é mais eficaz do que ficar lá. Por que este simbolismo é possível? 

Porque nós temos uma Igreja, um Vaticano, que sai machucado de uma batalha que vinha perdendo. A Igreja perdeu o modelo europeu italiano de papado. De certa forma, este é o modelo "sul-americano", que conquista o Vaticano diante da falência do modelo anterior. Uma comparação: o Fundo Monetário Internacional financia os países que estão perto do colapso econômico. O Vaticano esteve à beira do colapso moral. O último conclave foi uma espécie de "Fundo Moral Internacional", que socorreu e tentou salvar o Vaticano. Estamos vendo, de alguma forma, uma América Latina, que historicamente foi uma terra de missão, se tornando agora missionária e retornando à Europa para evangelizá-la, porque a Europa sozinha não consegue.

sources: Aleteia



AYRTON SENNA DO BRASIL: O INÍCIO DO MITO



Galvão Bueno lembra que piloto o chamou e se apresentou: 'Você vai narrar muitas vitórias minhas'. Confiança era uma das marcas do ídolo.

Dois anos antes de se tornar piloto de Fórmula-1, Ayrton Senna encontrou com Galvão Bueno em um GP na Bélgica. Destemido, ele chamou o narrador da TV Globo e disse: "Você ainda vai ouvir muito falar de mim". O comentarista Reginaldo Leme, que também participa do projeto, afirma que Senna tinha uma segurança muito grande de seu potencial, desde muito novo. O primeiro episódio da série 'Ayrton Senna do Brasil' mostra o início da carreira do mito.


- A primeira vez que eu o vi correr foi na Bélgica. Ele se aproximou e disse assim: "o senhor é o Galvão Bueno? Eu sou o Ayrton Senna da Silva, o senhor vai ouvir falar muito de mim, e ainda vai transmitir muita corrida minha.
- Eu nunca vi ninguém com a confiança dele, um negócio assim extraordinário - relembra Reginaldo Leme.
- Se algum dia saiu alguma coisa minha de sentimento, sem ter sido pensado, foi acrescentar ao nome dele a palavra Brasil. A gente vê que não importa a região do Brasil, o tamanho da cidade, ou a idade das pessoas. Sempre existe alguém que ficou muito marcado pelo Ayrton - lembra Galvão Bueno ao se referir ao famoso grito: Ayrton Senna do Brasil.


Ayrton Senna, 20 anos após tragédia
Pilotos e ex-pilotos, artistas, personalidades, brasileiros e estrangeiros falaram sobre Ayrton Senna para as lentes desse documentário, que é uma parceria entre a TV Globo e a produtora Bizum. Revelações, memórias, polêmicas e depoimentos emocionados de fãs, familiares e adversários.
- Eu que não sou fã número 1 de automobilismo, ficava em casa aos domingos. Eu não saía de casa no domingo para ver o Ayrton correr. Como se fosse ver um jogo de futebol, como se fosse ver o Pelé, um Zico. Um grande artista. Eu realmente era fã do Ayrton Senna - declarou Carlos Alberto Parreira. 



Os grandes duelos, os bastidores de uma carreira vitoriosa interrompida precoce e abruptamente. Vai valer a pena você se sentar diante da televisão para ver os próximos três episódios. Você que o viu em ação, você que não o viu, você que não se esquece de Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil! Ao lado, veja a emoção de Galvão Bueno, ao vivo, ao relembrar Ayrton Senna.
Esse foi o primeiro dos quatro capítulos da Série "Ayrton Senna do Brasil". No próximo domingo o Esporte Espetacular vai transmitir a decisão da Superliga Masculina de Vôlei. O segundo episódio só vai ao ar no dia 20 de abril, daqui a dois domingos.

Fonte: Gloobo.com

sábado, 5 de abril de 2014

EDWIN, O AMIGO AUTISTA DO PAPA FRANCISCO


Uma carta muito especial foi recordada no Dia Internacional do Autismo

Edwin Mena é um jovem autista de 19 anos. De Weston (EUA), lugar onde reside, ele enviou uma carta ao Papa Francisco, que foi entregue no Vaticano por um amigo da família.

Depois de um tempo, Edwin recebeu a resposta do Papa Francisco, que abençoou ele e toda a sua família, pedindo-lhes orações por ele e pelo seu serviço à Igreja Católica.


Em uma reportagem realizada pela emissora “Univisión”, Edwin e sua família explicaram o que ele sentiu ao receber esta carta e mostraram a sensibilidade especial do Papa Francisco, bem como o que consideram como uma comunicação especial entre Edwin, Deus e o Papa.

Sua mãe, Rosa Domínguez, explicou o carinho especial de Edwin pelo Papa Francisco: “Edwin sente uma atração especial pela figura do Santo Padre, uma grande conexão. Ele se emociona muito quando vê o Papa na televisão”, contou.

O grande sonho de Edwin e da sua família é poder encontrar-se pessoalmente com o Papa Francisco durante a viagem que este provavelmente realizará aos Estados Unidos em 2015, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá na Filadélfia.

É ASSIM QUE O PAPA FRANCISCO VAI TRABALHAR


O clima ficou mais ameno em Roma e o Pontífice resolveu ir a pé ao Vaticano diariamente.
O Papa Francisco está indo a pé até o seu escritório. Imagens da revista “Chi” imortalizam Bergoglio caminhando, enquanto demonstram que ele prefere o passeio romano ao carro de serviço.

Com a chegada de temperaturas mais amenas, o Pontífice decidiu percorrer caminhando, durante cerca de 20 minutos, o espaço que separa sua residência de Santa Marta do Palácio Apostólico, passando pelos jardins vaticanos.

Isso é algo normal, que reflete sua pessoa e seu jeito de ser: um homem simples que gosta da vida cotidiana. Além disso, algumas vezes, às dez da manhã, o Papa Francisco percorre os caminhos do Vaticano, permitindo-se um passeio tranquilo, feito de breves encontros, mas também de silêncio e oração.
sources: Aleteia


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ditadura: 21 anos que fizeram do Brasil o país da dor e da lágrima

CNBB reconhece que setores da Igreja apoiaram a chamada "revolução" com vistas a combater o comunismo

 

Antonio Cruz/Agência Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recordou, neste 1º de abril, com todo o Brasil, os 50 anos do golpe civil-militar de 1964. Em nota, a CNBB afirma que o golpe "levou o país a viver um dos períodos mais sombrios de sua história".

"Recontar os tempos do regime de exceção faz sentido enquanto nos leva a perceber o erro histórico do golpe, a admitir que nem tudo foi devidamente reparado e a alertar as gerações pós-ditadura para que se mantenham atuantes na defesa do Estado Democrático de Direito", afirma o organismo episcopal.

Segundo a CNBB, "se é verdade que, no início, setores da Igreja apoiaram as movimentações que resultaram na chamada “revolução” com vistas a combater o comunismo, também é verdade que a Igreja não se omitiu diante da repressão tão logo constatou que os métodos usados pelos novos detentores do poder não respeitavam a dignidade da pessoa humana e seus direitos."

"Estabeleceu-se uma espiral da violência com a prática da tortura, o cerceamento da liberdade de expressão, a censura à imprensa, a cassação de políticos; instalaram-se o medo e o terror. Em nome do progresso, que não se realizou, povos foram expulsos de suas terras e outros até dizimados. Ate hoje há mortos que não foram sepultados por seus familiares."

"Ainda paira muita sombra a encobrir a verdade sobre os 21 anos que fizeram do Brasil o país da dor e da lágrima. Ajuda-nos a pagar essa dívida histórica com as vítimas do regime a Comissão da Verdade que tem por objetivo trazer à luz, sem revanchismo nem vingança o que insiste em ficar escondido nos porões da ditadura", prossegue a nota.

A CNBB destaca que "graças a muitos que acreditaram e lutaram pela redemocratização do país, alguns com o sacrifício da própria vida, hoje vivemos tempos novos. Respiramos os ares da liberdade e da democracia. Porém, é necessário superar a injustiça, a desigualdade social, a violência, a corrupção, o descrédito com a política, o desrespeito aos direitos humanos, a tortura... A democracia exige participação constante de todos."

"Fiel à sua missão evangelizadora, a CNBB reafirma seu compromisso com a defesa de uma democracia participativa e com justiça social para todos. Conclama a sociedade brasileira a ser protagonista de uma nova história, livre do medo e forte na esperança."

"Nossa Senhora Aparecida, padroeira de nossa Pátria, nos projeta com seu manto, ilumine nossas mentes e corações a fim de que trilhemos somente os caminhos da paz, da justiça e do amor", encerra o texto.
sources: CNBB

quarta-feira, 2 de abril de 2014

FAZER JEJUM AINDA TEM SENTIDO?

Não comer carne às sextas-feiras. Fazer apenas uma refeição completa na Quarta-feira de Cinzas. Essas práticas ainda existem? Mas qual é valor e o sentido de se abrir mão de algo que seria bom e útil para o nosso sustento?



O jejum – decisão temporária de não comer nada ou comer menos que o habitual – é praticado não só por motivos religiosos. É considerado pela Igreja um exercício de conversão a Deus. Fortalece o espírito e ensina que o sentido da vida não consiste apenas na satisfação dos desejos ou na busca de bens.

Em termos gerais, jejum significa não comer nada, ou comer menos que o habitual. Trata-se de uma prática comum na sociedade, seja por razões religiosas ou não. Há pessoas que fazem greve de fome por motivos políticos. Já outras mantêm rígida dieta alimentar por razões estéticas. Na Igreja católica, o jejum insere-se no contexto das práticas penitenciais, que são exercícios de conversão a Deus.

O jejum não é algo desconhecido ou rejeitado pela cultura moderna. Na história recente, ficaram famosos os jejuns praticados por Mahatma Gandhi (1869-1948). O líder político indiano jejuou em diferentes ocasiões – em algumas delas por até 21 dias – como forma de protesto contra a colonização britânica.

Além do âmbito político, onde se utiliza o termo “greve de fome”, o jejum é praticado em questões de saúde, como no caso de pessoas que não ingerem uma série de alimentos por prescrição médica. Há também o motivo estético, na busca por uma melhor aparência. E não se pode esquecer do jejum imposto pela necessidade, em situações de fome e miséria.

Na Igreja católica, o jejum é uma prática penitencial. Mas o que é a penitência? É a virtude cristã que inspira o arrependimento pelos pecados. Em sentido mais amplo, a penitência é “uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo o nosso coração” (Catecismo da Igreja Católica – CIC –, 1431).

Trata-se de um desejo de mudar de vida, “com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça”. Esta conversão interior vem acompanhada daquilo que os Padres da Igreja – grandes homens dos inícios da Igreja, aproximadamente do século II ao VII – chamavam de “compunctio cordis”, ou seja “arrependimento do coração” (CIC, 1431).

Nesse sentido, uma das expressões mais tradicionais da penitência cristã é justamente o jejum – ao lado da oração e da esmola –. Sendo assim, o jejum não se reduz apenas à questão alimentar. Jejuar é “privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais”, explica o Papa Bento XVI na mensagem para a Quaresma de 2009.

A Igreja estabelece como dia de penitência toda sexta-feira. Já a Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso em preparação para a Páscoa, é considerada tempo de penitência. Trata-se de ocasiões especiais para jejuar, dedicar-se à oração e exercitar obras de piedade e de caridade.

A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são os dias prescritos para o jejum e a abstinência – não comer carne.

Outro jejum indicado pela Igreja é o eucarístico. Quem vai receber a eucaristia deve se abster, pelo espaço de ao menos uma hora antes da comunhão, de qualquer comida ou bebida, exceto água ou remédios (Código de Direito Canônico, 919 § 1).

A Bíblia e a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isso, na história da salvação, é frequente o convite a jejuar. O primeiro jejum foi ordenado a Adão: não comer o fruto proibido. Segundo as Escrituras, Moisés, Esdras, Elias, os habitantes de Ninive jejaram.

Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura, Deus ordena que o homem não coma o fruto proibido: “Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás” (Gn 2, 16-17).
sources: Aleteia


Conheça a história de Chiara e seu testemunho de amor e doação como mulher e mãe.



Estando grávida, Chiara descobriu que tinha câncer. Ela teria de interromper a gravidez para fazer o tratamento. Com grande confiança em Deus, ela teve de tomar a maior decisão de sua vida.


Leia no link a seguir e compartilhe esta belíssima história de amor de uma mãe por um filho: http://goo.gl/abQvxa

"Como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou" (Jo 13, 1)

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