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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

QUIABO

                                               Veja as vantagens do Quiabo para a saúde

O quiabo é o fruto da Abelmoschus esculentus, uma planta da família da malva (Malvaceae). O quiabo é uma hortaliça de clima quente e originária da África, tendo sido trazida para o Brasil pelos escravos. Desde então, a hortaliça passou a fazer parte da culinária brasileira; um exemplo disso é o frango com quiabo, um símbolo da culinária de Minas Gerais.

Na verdade, o quiabo é uma cápsula fibrosa cheia de sementes que é colhida antes de chegar à fase de maturação. Geralmente, a hortaliça é verde, possui uma forma de cápsula, é seca e apresenta um líquido viscoso em seu interior.

O fruto possui uma quantidade significativa de vitamina C, entretanto, a mesma se perde durante o cozimento. Mesmo assim, o quiabo é altamente nutritivo: é rico em vitamina A, importante para o bom estado da visão; vitaminas do complexo B, fundamentais para o processo de crescimento; além de cálcio, ferro, fósforo e cobre, importantes para a formação dos ossos, dentes e sangue. Em razão de ser um fruto de fácil digestão, o quiabo também é indicado no caso de infecções do intestino, bexiga e rins.


O quiabo é consumido frito, refogado ou cozido, no preparo de pratos e saladas frias. Na hora da compra, é aconselhável optar por frutos firmes, sem manchas e com comprimento menor que 12 cm. Além disso, deve-se consumir o fruto rapidamente, pois o mesmo pode ficar murcho e escurecer em seguida. Uma solução para evitar a goma viscosa do quiabo, pouco apreciada, é pingar algumas gotas de limão enquanto o estiver cozinhando. Os maiores produtores mundiais do fruto são a Índia, Nigéria, Paquistão, Gana e Egito.

A CULPA DE UM SUICIDA PODE SER ATENUADA PELA DEPRESSÃO?

Será que um ato extremo, ditado pela angústia ou por distúrbios psicológicos, pode mesmo ser julgado como pecaminoso?



O suicídio é um ato irracional, mas que tem atenuantes quando existem certas patologias.

A Igreja não justifica o suicídio, mas admite que Deus, por meio de caminhos que só Ele conhece, pode acolher o arrependimento da pessoa que decide tirar a própria vida.

O Pe. Maurizio Faggioni, professor de Teologia Moral e de Bioética na Accademia Alfonsiana de Roma, cita o Catecismo da Igreja Católica, na seção dedicada aos Dez mandamentos (2280-2283), para tratar de um tema que neste momento está presente na mídia do mundo inteiro, após a morte do ator norte-americano Robin Williams.

Ato imoral de autodestruição

O Catecismo diz: “Cada qual é responsável perante Deus pela vida que Ele lhe deu, Deus é o senhor soberano da vida; devemos recebê-la com reconhecimento e preservá-la para sua honra e salvação das nossas almas. Nós somos administradores e não proprietários da vida que Deus nos confiou; não podemos dispor dela” (n. 2280).

Um gesto contra si mesmo e contra o próximo

Portanto, explica o teólogo moral, “não existe um suicídio racional, porque cada um precisa respeitar a própria vida e a dos outros. É absurdo que uma pessoa moral se afirme matando-se, porque a vida moral está feita de crescimento, projeto. O homem deve afirmar-se dessa forma, não eliminando a vida”.

Precisamente o Catecismo afirma que o suicídio “é gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo, porque quebra injustamente os laços de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, em relação às quais temos obrigações a cumprir. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo” (n. 2281).

Patologias e atenuantes

Mas a Igreja Católica também leva em consideração um ponto de vista mais subjetivo. “Na base deste gesto, pode estar a depressão, angústia, distúrbios psíquicos, que atenuam a responsabilidade – esclarece o Pe. Maurizio. Estas condições não nos permitem acusar o suicida de ter realizado um ato pecaminoso.”

A misericórdia de Deus

Aqui encontramos os dois pontos de vista, objetivo e subjetivo: “Não se deve desesperar da salvação eterna daquelas pessoas que tiraram a própria vida. Por caminhos que só Deus conhece, Ele pode ter dado a estas pessoas a oportunidade de um arrependimento salvador. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra sua vida”.

Por isso, conclui o professor de teologia, “não se proíbe a sepultura das pessoas suicidas. A misericórdia de Deus pode alcançar também essas pessoas, mas somente por meio desses caminhos citados no Catecismo, caminhos que só Deus conhece”.

sources: Aleteia

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

QUADRO DE ESTIAGEM NO INTERIOR DO ESTADO DEVE PIORAR NOS PRÓXIMOS MESES



ALLYSON MOURA  (DO NOVO JORNAL)   11 DE AGOSTO  DE 2014 - ESTADUAL

Se as previsões meteorológicas se confirmarem, o Rio Grande do Norte - assim como boa parte dos estados nordestinos - poderá viver em 2015 uma das maiores crises de abastecimento de água da história. Pelo menos um terço dos reservatórios potiguares já está com o volume de água inferior a 10% da capacidade total e com a evaporação, além da subtração do recurso para o consumo, boa parte deles deve secar completamente até o final do ano. A ameaça recai principalmente sobre dez açudes, entre eles o de Gargalheiras, em Acari.
Neste cenário, até os grandes reservatórios poderão ter o uso de suas águas repensado. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial potiguar, perde por dia só em razão do consumo 104 milhões de litros, que são utilizados também para atender a áreas produtivas como a carcinicultura, fruticultura e pecuária. Adicionando-se ao cálculo o que evapora do manancial, estima-se que o reservatório perderá 275,5 bilhões de litros até o próximo 31 de dezembro, o equivalente a 27% do seu volume atual.
Para o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Gilmar Bristot, a situação é realmente preocupante. As chuvas dos últimos três anos não foram suficientes para encher os reservatórios e a possibilidade de chuva é quase nula até novembro próximo, ao menos. “O segundo semestre do ano é seco. De agosto a dezembro, praticamente não chove. E o que chove não tem significado nenhum diante dos pesares”, assinalou o meteorologista.
Para 2015, ainda não há muitas previsões. Mas quando se leva em consideração o panorama meteorológico atual, a preocupação ganha ainda mais peso. “Hoje temos um quadro de El Niño no Oceano Pacifico, que é sinônimo de seca no Nordeste. E a previsão é de que em setembro, outubro e novembro, ele vai continuar prevalecendo. Se esse quadro não tiver mudança até o final do ano, aí eu não sei o que vai ser de 2015. Entrar o ano com El Niño atrapalha completamente o período chuvoso e podemos ter mais um ano de seca”, afirmou.
Uma nova longa estiagem significa agravar uma situação que já está bastante séria. Hoje, de acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), já há quatro cidades que não recebem mais água nas torneiras: Tenente Ananias, Paraná, Antônio Martins e Carnaúba dos Dantas. Nestes lugares, desde que o abastecimento pela Caern foi suspenso, entraram em ação o Estado e a Defesa Civil, que passam a oferecer água em carros pipa.
Há outros municípios que também estão prestes a ter seu abastecimento suspenso. É o caso de Jardim do Seridó, onde o açude Zangarelhas já está com menos de 2% de sua capacidade total. Em Olho D’água dos Borges, a situação também é de alerta: o açude Brejo está com 3,6% de seu volume.O cenário fez com que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) não limitasse o uso produtivo somente destes três maiores reservatórios: Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, Umari, em Upanema, e Santo Cruz do Apodi, em Apodi.
“Nestes reservatórios a quantidade de água nos dá uma garantia maior por mais tempo. O que é retirado para atividade produtiva não faz tanta diferença”, explicou a  coordenadora de Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Joana D’arc Medeiros. “Mas nós sabemos que esta restrição é muitas vezes desobedecida”, assinalou.
NATAL
A situação da capital do estado, ao contrário de boa parte do interior, não é vista com preocupação. Choveu bastante em Natal nos últimos meses, elevando o nível das lagoas do Jiqui e de Extremoz, bases do abastecimento do natalense.No ano passado, chegou-se a cogitar a necessidade de racionamento na capital.
A lagoa do Jiqui, localizada em Nova Parnamirim, é responsável por 30% de todo o abastecimento da parte Sul de Natal (Zonas Sul, Leste e Oeste). O restante é feito por poços. Já a Zona Norte da capital tem 70% de sua água retirada da lagoa de Extremoz.As duas lagoas, no final do primeiro semestre de 2013, chegaram a marcar 50% do volume total.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O PAPA FRANCISCO E OS EVANGÉLICOS

A reforma planejada pelo papa é maior e mais profunda do que se imaginava


No início deste ano, o papa Francisco se encontrou com um velho conhecido chamado Tony Palmer. Ele era um sul-africano que vivia na Inglaterra, casado com uma italiana católica, e morreu tragicamente num acidente de moto na semana passada.

Tony Palmer conheceu Bergoglio quando era missionário na Argentina. Ele se apresentava como "bispo anglicano", mas não era bispo da Igreja da Inglaterra propriamente dita. É mais correto dizer que ele era bispo na "tradição anglicana". Membro de um novo movimento da Igreja evangélica que valoriza a tradição, a adoração carismática e o zelo evangélico, Palmer era um bom representante do movimento cristão que tem sido chamado de "Igreja de convergência".

A "Igreja de convergência" pode ser descrita como uma “Igreja paralela” que é carismática, evangélica e católica. Em outras palavras, seus adeptos abraçam e endossam o melhor dessas três tradições cristãs. Sem uma estrutura organizada e sem a burocracia de uma confissão institucional, os membros da “Igreja de convergência” se movem entre fronteiras confessionais, nacionais e tradicionais. Formando alianças com cristãos simpatizantes de muitas denominações, eles são, no geral, pessoas brilhantes, zelosas, positivas e proativas no ministério cristão.
Com ênfase numa mensagem simples do evangelho, eles também apreciam o culto litúrgico, a prática dos dons do Espírito Santo e um profundo amor pelas Sagradas Escrituras. Os cristãos da “Igreja de convergência” têm como objetivo pregar e viver um cristianismo radical básico.

Se quisermos entender melhor o papa Francisco como reformador, é o apreço dele por esta nova geração de evangélicos que pode lançar mais luz sobre os objetivos do seu papado e sobre ele próprio como pessoa. É interessante observar que o papa tem mantido relações cordiais com os líderes das denominações protestantes tradicionais, como Justin Welby, arcebispo de Canterbury, mas, quando se reúne com seus amigos evangélicos, ele os convida para o café-da-manhã ou para o almoço e passa horas conversando, rindo e desfrutando da comunhão com eles.

Quem vê o papa Francisco como reformador deve enxergar nas suas relações com os evangélicos o coração da sua reforma. Não é uma simples tentativa de limpar o chamado “banco do Vaticano” ou de varrer os pedófilos para fora da Igreja. Não é o simples simbolismo de morar na Casa Santa Marta, almoçar no refeitório junto com todos e andar num carro modesto. A reforma que ele planeja é muito mais radical do que isso. Ele quer que os católicos sigam Jesus Cristo de maneira radical, alegre e capaz de fazer a terra tremer.

O apreço de Francisco pelos evangélicos é, portanto, mais do que uma tentativa cordial de chegar até os cristãos que sempre foram marginalizados pela Igreja católica e que, verdade seja dita, têm sido, no geral, duramente anticatólicos. Seu apreço pelos evangélicos é mais do que uma tentativa de conter a onda de católicos que migram para as igrejas carismáticas do mundo todo. Francisco os admira de fato e, em muitos aspectos, quer que os católicos sejam mais parecidos com eles.

Isso quer dizer que os católicos têm que bater mais palmas nos louvores, falar em línguas e abraçar um calvinismo aguado e utilitarista? Quer dizer que Francisco quer “protestantizar” a Igreja católica? De maneira nenhuma. Eu acho que ele quer que os católicos sejam não exatamente mais protestantes, e sim mais católicos mesmo. Em outras palavras: ele quer que os católicos resgatem o zelo e a paixão dos santos e dos mártires. Ele quer que os católicos reaprendam a vida simples dos apóstolos e sejam alegres nos níveis mais elementares da fé: vivendo uma vida cheia do Espírito Santo na relação do dia-a-dia com Jesus Cristo.

A amizade do papa Francisco com os evangélicos dá também um rumo empolgante e inovador ao ecumenismo. Eu acredito que Francisco percebe que a união com as igrejas protestantes é uma causa perdida. Ele sabe que os anglicanos e outras igrejas do protestantismo estão trilhando um caminho divergente do catolicismo e que, quando dois caminhos divergem, eles só podem se distanciar cada vez mais. Encerradas num compromisso com a teologia reducionista, numa agenda progressista igualitária e num relativismo radical, essas igrejas são parceiras ecumênicas incertas e imprevisíveis.
Os carismáticos evangélicos, por outro lado, com toda a sua postura histórica anticatólica, realmente acreditam na fé cristã histórica. Eles acreditam na Bíblia, no essencial do credo e que Jesus está vivo no mundo de hoje através do poder do Espírito Santo. Eles podem ser um tanto “extremos”, mas Francisco percebe que o mundo precisa de uma forma radical de cristianismo. Ele também percebe que os extremos estão muitas vezes mais próximos um do outro do que as versões diluídas da fé.


Francisco, assim, concordaria com o escritor C.S. Lewis, que, quando perguntado sobre a reunificação da Igreja, respondeu: "Parece-me que os elementos ‘extremos’ em cada igreja estão mais próximos um do outro e que as pessoas liberais em cada corpo não poderão nunca se unir. O mundo do cristianismo dogmático é um lugar em que milhares de pessoas muito diferentes entre si continuam dizendo a mesma coisa. E o mundo de ‘mente aberta’ ou de cristianismo ‘aguado’ é um mundo em que um pequeno grupo de pessoas, todas do mesmo tipo, dizem coisas totalmente diferentes e mudam de ideia a cada poucos minutos. Deles, nós jamais obteremos a unidade”.

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ariano Suassuna - Um intelectual além do seu tempo


Ariano Vilar Suassuna, que agoniza na UTI no hospital Português, é, sem dúvida, um dos maiores escritores do País, um intelectual refinado, preso às suas origens, de sotaque forte, mas talento reconhecido internacionalmente. Desde a infância vive no meio político e intelectual, embora nunca tenha exercido a atividade partidária nem se encantado pelo poder.

Um homem autêntico, de personalidade forte, agarrado as suas raízes sertanejas como nenhum outro ser humano que nasceu nessas bandas de cá. O Mestre berrou para o mundo em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), no dia 16 de junho de 1927, filho de Cássia Vilar e João Suassuna.

No ano seguinte, seu pai deixa o Governo da Paraíba e a família passa a morar no Sertão, na Fazenda Acauã, em Aparecida, Paraíba. Com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937.

Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol.

Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte. Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz.

Para curar-se de uma doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral.

São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o País e que seria considerada, em 1962, “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. 

Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Na vida pública, atendeu à convocação do amigo Miguel Arraes e assumiu a Secretaria de Cultura (1994-1998).

Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca na escola de samba Império Serrano; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista. Em 2013 sua mais famosa obra, o Auto da Compadecida foi o tema da escola de samba Pérola Negra em São Paulo. 


Fonte: http://www.blogdomagno.com.br/Recife-Pe

sexta-feira, 18 de julho de 2014