www.hydrapreciosa.blogspot.com

terça-feira, 18 de outubro de 2016

10 GRANDES QUALIDADES DAS ESCOLAS DO JAPÃO

Os japoneses têm a boa fama mundial de serem pessoas polidas e obstinadas, mas também muito atenciosas. Esta cultura é tão importante no país que as crianças aprendem esses importantes valores desde cedo, graças à excelente formação escolar do país. Embora o sistema de ensino, dividido em jardim da infância, primário e colegial, seja similar ao do Brasil, o tipo de educação é bem diferente. Você vai ver isso agora, ao conferir 10 fatos sobre a forma como os japoneses ensinam suas crianças, tornando-as adultos exemplares e felizes. É por essas e outras razões que o sistema educacional do Japão é mundialmente admirado, e até mesmo invejado.

1. Antes de fazer provas, as crianças devem aprender boas maneiras por que a educação japonesa é a melhor do mundo


Enquanto estão na fase primária, os alunos não têm um conteúdo de ensino muito denso (comparado aos anos seguintes), pois esta é fase onde se aprende ética e valores. Os estudantes aprendem a ter respeito e gentileza, a serem pessoas generosas e ter compaixão pelos outros. Virtudes como autocontrole e senso de justiça também são tópicos de grande importância. Depois de aprender tudo isso, então os estudantes seguem no currículo principal do que seria o nosso Ensino Fundamental e depois o Ensino Médio.

2. As aulas começam no fim de abril por que a educação japonesa é a melhor do mundo


O início das aulas coincide com o início da primavera, período importantíssimo no Japão, marcado pelo surgimento das flores de cerejeiras, as famosas sakuras. Dessa forma, as crianças iniciam as aulas com um sentimento de positividade. Este calendário pouco usual não é aplicado em outros lugares do mundo, já que o início das aulas normalmente começa no início do ano ou, no caso de Europa e Estados Unidos, após o verão. Seria uma boa ideia adotar o calendário japonês!

3. As crianças é que limpam a escola por que a educação japonesa é a melhor do mundo


É esperado de todos os estudantes que eles executem tarefas de limpeza na escola. Isso faz com que eles tenham um senso natural de ética de trabalho. Eles formam equipes e aprende o que é preciso fazer para realizar um bom trabalho ou uma boa tarefa, ao invés de trabalhar pesado. Além da sala de aula, também limpam a cafeteria e os lavatórios. Como resultado, as crianças também tornam-se mais cuidadosas para não fazer sujeira no local, ao invés de deixar tudo sujo e desleixado. As crianças ocidentais com certeza não iam gostar de fazer isso, mas é uma ótima ideia para que posteriormente tornem-se adultos mais sensatos.

4. Fazem suas refeições na sala de aula por que a educação japonesa é a melhor do mundo


As refeições são importantes momentos comunais no Japão. Todos os estudantes comem a mesma refeição, uma das mais bem preparadas e balanceadas do mundo, e quase sempre na presença dos professores. Isso ajuda a criar uma forte ligação entre todos, além de aprender boas maneiras à mesa. Antes de cada refeição, todos fazem uma oração e dizem ‘obrigado’ (itadakimasu). Ao finalizar, dizem o mesmo (gochisosama deshita). São frases de boa educação que expressam gratidão ao planeta pelo alimento recebido, pela pessoa que a fez, e também aos superiores presentes na mesa.

5. Usufruem de atividades extracurriculares


Se os japoneses não estão trabalhando, então estão se divertindo. Por isso, o tempo que se passa fora da escola é tão importante quanto as horas de aula. Este tempo é dividido em estudos extras, muitos deles realizado em escolas privadas (juku), para melhorar seus rendimentos em Matemática, Ciência e Inglês, ou atividades esportivas e até mesmo clubes musicais. Cada estudante colegial pode escolher sua tarefa, como natação, tênis de mesa, beisebol, xadrez, dentre outros, com o propósito de melhorar seu desempenho naquela atividade escolhida até o fim do período escolar. Eles socializam com seus grupos e passam a maior parte do fim de semana com eles também.

6. As crianças aprendem poesia e a bela caligrafia do idioma


O Japão nunca esquece de suas artes tradicionais. Então, o kanji (mais de 2 mil escritos chineses), o hiragana e o katakana (os dois sistemas nativos de escrita) são ensinados aos estudantes. Eles devem aprender exatamente como escrever cada um deles e fazer a caligrafia na direção certa e na ordem precisa. Eles utilizam pedaços de bambu e folhas de papel de arroz nesse processo. O poema haiku é uma riqueza literária do Japão, que eles aprendem e recitam com amor. Cada estudante entende a importância dessa herança cultural.

7. Os uniformes são obrigatórios, dentro e fora da escola.


Os uniformes escolares tornaram-se obrigatórios no colegial, para que todos tenham a mesma roupa e, dessa forma, evitem barreiras sociais. Isso também reforça o espírito de união, mostrando que todos são iguais. O mesmo vale para o corte de cabelo – os meninos têm cabelos curtos e as meninas podem ter cabelo médio a comprido, com uma franja curta. Em público, as crianças não são temidas pelas pessoas, mas respeitadas, e é por isso que há um grande respeito entre gerações no país.

8. A taxa de evasão escolar é de apenas 0,01%


É muito raro ver uma criança japonesa fora da escola. Além da frequência, elas também tentam prestar a máxima atenção em aulas expositivas. Foi calculado que cerca de 91 por cento dos estudantes sempre ouvem ao professor o tempo todo. Essa é uma boa informação para quem sempre achou que foi um bom estudante. Quem nunca se distraiu em sala de aula enquanto o professor falava?

9. Uma única prova decide tudo


O colegial é tão forte e rigoroso no Japão que, para se ter uma ideia, o diploma de colegial japonês é considerado um diploma universitário na Itália, um país de grande importância histórica e cultural. Por isso, a competição é bastante acirrada para quem busca esse nível de ensino no país. Um único exame vai decidir se o estudante atende aos requisitos para seguir em frente no colegial. Caso falhem, talvez nem consigam ir à universidade, mas no Japão, independentemente do nível escolar, todos têm emprego graças à estabilidade econômica.

10. Depois do período escolar, a universidade é vista como férias


Os esforços do período escolar são tão grandes que a graduação superior é vista como um suspiro na vida dos estudantes. Muitos deles consideram esses anos como uma recompensa, já que a universidade, apesar de séria, é mais flexível. Os estudantes podem dormir enquanto fazem suas leituras, por isso as universidades japonesas não são tão conceituadas internacionalmente em comparação a outros países. Talvez este seja o resultado de tanto trabalho duro durante os anos escolares.

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=7360


BEBÊ-MILAGRE! APÓS 14 FACADAS E ENTERRADO VIVO PELA PRÓPRIA MÃE, ELE SOBREVIVEU!

Um gesto de crueldade que ultrapassa todos os limites do terror é vencido por um milagre que ultrapassa todos os limites do acreditável


É muito difícil entender como é que a chegada de um bebê possa não ser motivo de extrema alegria e emoção para seus pais. No entanto, o mistério da rejeição de um filho se repete mundo afora todos os dias, e, muitas vezes, de modo estarrecedor.

Foi este o caso do pequeno Aidin, um sobrevivente extremo que hoje tem 7 meses de vida e cuja história extraordinária causou convulsão na internet recentemente.

Poucos dias após o nascimento, na Tailândia, ele foi enterrado vivo depois de sofrer nada menos que 14 golpes de faca, num gesto de crueldade que ultrapassa todos os limites do terror.

Talvez mais impactante ainda seja o fato de que o bebê foi encontrado vivo por Kachit Krongyut, um agricultor que viu o seu pezinho saindo da terra, debaixo de um eucalipto. Kachit ouviu o choro do menino e, atônito, percebeu o absurdo que acontecia diante dos seus olhos: ele tinha acabado de encontrar um bebê enterrado vivo.


“Eu pensei que alguém tinha enterrado um animal de estimação ainda vivo, mas de repente vi um pé. Tentei me controlar para pedir ajuda, mas o bebê tinha sido enterrado com o rostinho virado para baixo. Foi espantoso“, relata Kachit, que cavou com as próprias mãos para salvar o improvável sobrevivente e o levou até um hospital local.


Os médicos explicaram que a pressão do solo contra o corpo frágil de Aidin impediu que ele sangrasse até a morte.

“Mais umas horas e ele não teria sobrevivido. Estamos muito felizes de que ele tenha encontrado um lar amoroso. Ele vai fazer o bem na terra, estamos certos disso“, comenta o agricultor, depois de passado o drama inacreditável.


Mas quem cometeu uma barbaridade tão extrema?
Foram os rastros deixados no local do crime que levaram a polícia à criminosa: a própria mãe de Aidin.

Ela tem 42 anos de idade e, conforme a avaliação dos médicos, pode ter abusado do menino antes de tentar matá-lo. Defensores do aborto alegam que ela fez isso porque o aborto é ilegal na Tailândia.


FONTE: http://pt.aleteia.org/2016/10/17/bebe-milagre-apos-14-facadas-e-enterrado-vivo-pela-propria-mae-ele-sobreviveu/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt


domingo, 16 de outubro de 2016

APRENDA A PREPARAR UMA RECEITA JAPONESA DELICIOSA: REFOGADO DE MOYASHI COM FRANGO!

Todos nós sabemos que a comida japonesa é uma das mais saudáveis e uma das provas de longevidade dos japoneses. Este prato típico não é diferente, pois é repleto de ingredientes que fazem bem à saúde. Fácil de fazer, pode ser preparado à noite para o jantar, depois de um dia corrido, pois não é preciso passar horas na cozinha.


INGREDIENTES
2 peitos de frango
2 pacotes de macarrão tipo noodles
4 cogumelos grandes
1 pimentão amarelo cortado em fatias
½ pacote de broto de feijão
1 porção pequena de broto de bambu
2 repolhos-chineses pequenos picados
3 cebolinhas picadas
1 punhado de coentro picado
½ pimenta vermelha picada
1 lata de leite de coco
1 cubo de caldo de galinha
1 pedaço de capim-limão
Pasta de alho
2 colheres de chá de pasta de curry verde (opcional)

PREPARO
1. Preaqueça o forno a 200 graus.
2. Corte os peitos de frango em fatias e disponha em uma forma. Despeje água fervente até cobrir o frango. Leve ao forno por 25 a 30 minutos.
3. Coloque um pouco de óleo em uma panela antes de adicionar a pasta de curry (se for usar). Adicione o leite de coco. Use a medida da lata do leite de coco com água fervente e derreta o caldo de galinha. Adicione à panela e deixe cozinhar por 5 minutos.
4. Acrescente então o capim-limão, a pasta de alho, a pimenta, a cebolinha e o coentro. Deixe ferver e cozinhe por mais 10 minutos.
5. Em outra panela, coloque um pouco de óleo e refogue o broto de feijão, os cogumelos, o repolho eo pimentão. Refogue por até 4 minutos e então coloque o broto de bambu.
6. Retire o frango do forno, remova a água e adicione-o à sopa.
7. Cozinhe o macarrão e, depois de pronto, coloque-o em tigelas e, em seguida, disponha a sopa.
8. Decore com folhas frescas de coentro, pimenta vermelha ou uma fatia de limão.

Fonte: heelsinmybackpack.com


7 FORMAS NATURAIS DE ACABAR COM A CELULITE PERSISTENTE

Dentre muitos dos ‘pesadelos femininos’, a celulite é um deles. Nenhuma mulher gosta de ter aquela aparência de ‘queijo furadinho’ no corpo, mas nem sempre é fácil livrar-se desse problema. Com a chegada do verão, muitas mulheres ficam desesperadas e recorrem a tratamentos dermatológicos muito caros e até mesmo dolorosos que incluem injeções.

Mas como a celulite acontece?

Ela surge quando há uma gordura armazenada sob a superfície da pele, que, ao contrário de outras gorduras de corpo, é extremamente difícil de queimar, independentemente do peso corporal. É parcialmente genética, mas também é influenciada por escolhas de estilo de vida da pessoa e as toxinas contidas no corpo. Existem muitos cremes caros nas lojas que pretendem acabar com a celulite, mas existem soluções mais baratas e saudáveis. Poucas pessoas sabem que esta gordura pegajosa pode ir embora com ajustes em uma simples dieta. Aqui estão 7 dicas que podem ajudar você a dar seu adeus à celulite de maneira natural.

1. REMOVA TOXINAS


O nosso corpo pode ficar inundado com toxinas externas, como poluentes no ar, produtos químicos e pesticidas, e também aquelas que digerimos, como açúcar refinado e alimentos processados e industrializados. Essas toxinas são armazenadas em células de gordura para proteger seus órgãos vitais, para que não sejam expostos a esses ‘venenos’. Como a celulite é um tipo de gordura, é inevitável que os níveis de toxicidade cresçam como parte deste processo. As melhores maneiras para remover o acúmulo é nivelá-lo para fora, hidratando muito bem o seu corpo regularmente. Transpirar pode ajudar também, por isso faça alguma sessões de sauna seca ou a vapor. Muitas toxinas são liberadas com o suor. Depois, hidrate-se com água mineral e filtrada. Água é muito importante nesse processo, como você verá a seguir. Aproveite e confira aqui os benefícios que sauna faz à sua saúde
.
2. TOMATES FRESCOS E MOLHOS


Os tomates podem ajudar a livrar o seu corpo de celulite, pois têm uma alta concentração de licopeno, um nutriente que dá o pigmento vermelho ou alaranjando ao tomate e outras frutas. A presença de licopeno no seu organismo ajuda a reforçar o colágeno, evitando o surgimento da celulite. Se quiser consumi-lo em forma de molho, opte pelo caseiro.

3. ESCOVAR A PELE COM ÓLEO DE COCO CURA PARA CELULITE


Você também pode fazer uma esfoliação natural na pele seca ao mesmo tempo que a hidrata, usando uma escova e óleo de coco extra virgem para acabar com a celulite. A escovação estimula tanto os sistemas linfático, como a imunidade, e aumenta a circulação. Também aperta a epiderme, que ajuda a quebrar o material tóxico contido dentro da celulite. Use uma escova de cerdas naturais hidratada com um pouco de óleo de coco extra virgem e comece a escovar as áreas do sistema linfático, como as axilas e virilha. Você também pode escovar as suas pernas, braços, abdômen e costas, sempre com a intenção de mover os movimentos em direção ao coração.

4. TOME MAIS ÁGUA


Ficar adequadamente hidratado é vital para a saúde em geral. Um dos órgãos mais beneficiados com a água é a pele, que pode ficar mais firme e lisa. Esta é uma maneira de reduzir a celulite, no entanto poucas pessoas percebem que quantidades adicionais de água podem ser consumidas ao comer frutas e vegetais com alto teor de água. Consuma pepinos, melancia, melão e folhas verdes. Esses alimentos também são baixos em calorias, o que pode lhe ajudar caso você estiver tentando controlar o seu peso.

5. CHÁ VERDE


Quando você toma chá verde, o seu metabolismo acelera e impede a produção de enzimas de absorção de gordura. Isso ajuda a queimá-las mais rápido. O chá também aumenta o uso de energia, o que ajuda a queimar calorias. Esteja ciente, no entanto, que existem catequinas no chá verde, que podem reduzir a resistência à insulina.

6. VINAGRE DE MAÇÃ


O vinagre de maçã não remove a celulite permanentemente, mas reduz aquela aparência desagradável. Basta misturar uma parte vinagre de maçã com duas partes de água e um pouco de mel. Esfregue essa mistura sobre as áreas afetadas e, em seguida, enxágue com água morna. Outra maneira de aplicar o vinagre de maçã é fazendo um envoltório no corpo. Você pode misturá-lo com partes iguais de água e esfregar na pele. Enrole a área com filme plástico e cubra-o com uma toalha quente. Depois de uma hora, você pode remover a toalha e o plástico. Lave em seguida.

7. GINKGO BILOBA


A planta Ginkgo biloba tem sido usada para fins medicinais durante séculos, e o seu chá é excelente para a saúde, pois incentiva e melhora a circulação, além de outras melhorias no organismo. Quando você tem uma boa circulação, a sua pele tem uma textura mais firme e uniforme. Além disso, uma boa circulação também vai assegurar que a gordura armazenada na celulite possa ser transferida para o tecido muscular de forma mais eficaz, e então pode ser queimada para produzir energia.


Fonte: naturalsociety.com

terça-feira, 11 de outubro de 2016

HILÁRIA ESSA PIADA: OS APELIDOS VARIADOS DO ZÉ!

José mora em uma cidadezinha do interior e, desde criança, era incomodado por Artur, um colega que dava todos os apelidos possíveis para ele. Era sempre Zé alguma coisa. Quando José ficou adulto, ele se mudou para um bairro mais afastado do centro para fugir dessa pessoa chata. Comprou uma casinha bem cuidada, com um belo jardim na frente e uma árvore muito bonita.

Mas o que ele não esperava é que o vizinho da frente era ninguém menos que Artur, o ‘amigo da onça’ que adorava apelidá-lo. E não deu outra: ao ver José ali no quintal debaixo da árvore, ele grita:

— Fala, Zé da Árvore! Prazer ter você aqui, hein!
José não acredita naquilo! Mas, dessa vez, ele não tolera. No dia seguinte, chama os serviços da prefeitura e pede para cortar a árvore. Os funcionários fazem o serviço, mas deixam o toco da árvore ali. Ao ver o vizinho, ele diz:
— E então, vai me chamar de Zé da Árvore outra vez?
— Ah, claro que não. A partir de agora você é o Zé do Toco!
E saiu dando risada.


Furioso com o novo apelido, Zé contratou um tratorista para remover o toco do jardim, deixando ali um buraco. Dias depois, eis que aparece Artur e, ao vê-lo, José grita:

— Agora quero ver se você vai me chamar de Zé do Toco outra vez!
— Claro que não, Zé do Buraco! Ha ha ha!

Zé fica ainda mais furioso. E, para parar de vez com essa brincadeira sem graça, ele mesmo decide tapar o buraco no mesmo dia. Na manhã seguinte, ele está ali no quintal esperando o vizinho piadista. Quando Artur sai de casa, ele o chama:

— Agora acabou! Quero ver que apelido você vai me dar agora! Não tem árvore, nem toco, nem buraco!

Em questão de segundos, Artur responde:

— Que nada! Agora você é tapado!
— O quê? Como assim? Agora você está me ofendendo!

E antes que Zé partisse para cima dele, Artur responde:

— Zé do Buraco Tapado, oras!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O QUE PERDI COM O DIVÓRCIO DOS MEUS PAIS

O testemunho dilacerante de um adulto cuja infância foi destruída


Compartilho o seguinte testemunho de um pai de família sobre o divórcio de seus pais – e o quanto esse divórcio o afetou para sempre.

Meu nome é Roberto, sou dentista, feliz no casamento e pai de três filhos. Meus pais são divorciados e é sobre esta realidade que eu desejo dar meu testemunho.

Eu tinha apenas 8 anos, era filho único e meus pais pensavam que, pela idade, não me dava conta das coisas, não me inquietava, não me angustiava. Como eles estavam enganados!

É verdade que eu não fui testemunha de brigas entre eles, embora certamente tenha havido algumas. Mas, bem antes que eles se separassem (e acho que isso também eles nem imaginavam), eu percebia a falta de alegria e de manifestações de carinho entre eles. Era como se eles respirassem um indefinível ar rarefeito.

Naquela situação, confuso, eu sentia certa “culpa”, imaginada por uma lógica infantil que me levava a pensar coisas como estas: “Se eles estão mal, então eu também devo estar”; “Eles estão bem, eu é que estou mal”; “Eu não devia ter nascido ou eles não queriam que eu nascesse”…

Eu fingia estar distraído, brincando, mas ouvia quando eles falavam de acordos sobre os carros, a casa, os móveis, as contas; falavam de um jeito tenso, que me atingia.
Fui, eu mesmo, o objeto de mais um acordo na hora de repartir as “coisas” e as supostas responsabilidades. Acabei sendo um “sortudo” filho do divórcio, já que me garantiram teto, meios materiais e educação acadêmica.

E foi assim que me tornei um ser a quem era preciso garantir coisas; não tanto afeto, mas sim recursos para “progredir”.

Com meus pais já separados, eu passava tempos com cada um. Ambos tinham dinheiro para gastar e me transformaram num menino mimado e exigente, cujos estados de ânimo eles tentavam controlar com mimos materiais, num jogo de “eu te dou, mas não me dou”; e depois me passavam para o outro, em turnos, com um beijo frio e um sorrisinho.

Eu continuava sem entender…

À noite, em pesadelos, um monstro peludo me assustava e eu esperava que ele sumisse magicamente. Era isso o que eu pedia aos Reis Magos [nota da redação: em vários países de tradição hispânica, os presentes para as crianças não são entregues no dia de Natal, mas sim no dia 6 de janeiro, festa da Epifania – e quem os entrega não é o Papai Noel, e sim os três Reis Magos].

Mas o monstro peludo não ia embora nunca. Tive que me acostumar com ele e começar a chamá-lo pelo nome.

O nome dele era divórcio.

Foi assim que a palavra divórcio passou a fazer parte do meu mundo, e, à medida que eu fui crescendo, mais era envolvido na triste realidade do drama de dois adultos. Um drama em que eles foram capazes de deixar de lado o mais importante; se não para eles, com certeza para mim: a nossa família. E… se eu era parte dela… onde é que eu ficava?

Quando alguém me perguntava sobre a minha família, me doía e eu apelava à mentira. Sentia inveja, além disso, das pessoas que estavam abrigadas por um sólido matrimônio. Ficava com muita raiva quando via filmes em que apresentavam o divórcio como algo inevitável, natural e, às vezes, até “divertido”. Fiz amigos que compartilhavam a mesma situação, mas acabava me afastando deles, porque tinham uma conduta difícil.

Meus pais partiram para segundas uniões e formaram “outras famílias”. Como eu continuava me alternando entre os dois, me vi com um padrasto, uma madrasta e meios irmãos aqui e ali. Eu era um curinga.

Cresci, terminei a universidade, assumi uma profissão e, do jeito que pude, me tornei alguém que conseguia preservar seu equilíbrio interior.

Embora eu tenha sofrido a solidão, nas fotos dos acontecimentos acadêmicos e sociais mais importantes da minha vida, bem como no meu casamento, os meus pais apareceram, paradoxalmente, sempre juntos e sorridentes, aparentando ser ainda, junto comigo, uma família.
A minha é uma de tantas histórias em que o divórcio não parece ser tão ruim, mas isto não é verdade para quem sabe o que traz no coração.

Não é minha intenção julgar os meus pais. Estou apenas constatando que tudo isso que vivi é e será sempre uma grande injustiça com os inocentes.

Ficou para trás o tempo em que eu me esforçava para que a minha situação “não me importasse”; o tempo em que eu dizia para mim mesmo que “tinha tudo”, que vivia uma situação mais comum do que parecia e que, de certo modo, era um sinal dos tempos.

Ouvi pontificarem muitas vezes que o divórcio era a alternativa para quem precisava refazer a vida sentimentalmente; uma conquista da maturidade sobre a liberdade humana. Cheguei a considerar tudo isso.

Mas não consegui me convencer e decidi enfrentar o fato a partir da minha própria experiência: é algo que eu jamais teria escolhido como contexto para viver e crescer.
O homem é livre, sim, e, precisamente por isso, tem a capacidade de usar a própria liberdade para se comprometer, por amor, com o que deve ser.

A grande verdade é que o divórcio contraria a natureza pessoal do amor conjugal, do qual nascem os direitos do filho ao desenvolvimento da plenitude do seu ser. E estes são três direitos naturais e irrenunciáveis que os filhos do divórcio perdem:

Um filho tem direito à certeza de saber que foi concebido por amor, um amor que lhe dá o senso de pertencimento, dele aos seus pais e dos seus pais a ele. O amor dos esposos é um amor de espíritos encarnados, e as coisas do espírito não são medidas pelo tempo nem condicionadas pelo mundo. O amor conjugal, portanto, é um amor que transcende o tempo, o sofrimento, as contrariedades, as provações, formando uma muralha protetora do matrimônio e dos filhos. Um amor assim se estende aos filhos como valor transformado em vida; como a melhor herança afetiva.

Um filho herda o direito a três amores para crescer integramente: o do pai, o da mãe e o que nasce do amor conjugal que flui entre eles; esse amor que é fruto de uma nova forma de ser união entre dois e que combina o melhor da natureza pessoal. Por isso, para um filho, o valor deste último amor é infinitamente maior que o de cada um dos seus pais individualmente – e isso que o valor individual de cada um deles já é maravilhoso. O amor que nasce dessa união é a escola onde o filho aprende a se abrir aos outros em atos livres, responsáveis, sustentando o desenvolvimento de toda a sua humanidade como homem ou como mulher.

Um filho tem direito ao testemunho do compromisso de seus pais. Para aprender a andar pelo caminho da prudência, onde a responsabilidade é a maturidade da liberdade; onde o compromisso é a maturidade da responsabilidade; onde o amor é a maturidade do compromisso, abrangendo todo o tempo da existência.

Estes direitos não me foram reconhecidos, e, sem eles, ainda fui capaz de andar pelo caminho do verdadeiro amor, mas sem bússola, sem pegadas para seguir, sem uma mão para me guiar.

Hoje, adulto, eu me esforço para viver uma vida realizada e rezo a Deus Pai para que caminhe na minha casa e cure todas as sombras, dúvidas, temores que o monstro do divórcio semeou no mais profundo do meu subconsciente.

Peço a Deus também que cuide, cure e livre os meus filhos do erro.


Esta história é taggeada em:  DIVORCIO-FAMILIA-FILHOS-PAIS