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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

15 TEMPEROS E ERVAS QUE COMBATEM DIABETES

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por uma alta concentração de glicose no sangue e na urina, por isso é muito importante ficar de olho na ingestão de alimentos para não piorar a situação e até mesmo para melhorar.

Felizmente, há muitas ervas e especiarias conhecidas por suas propriedades medicinais que ajudam, entre outras coisas, a lutar contra a diabetes, com as quais refeições saborosas e saudáveis podem ser preparadas. Então enquanto você cozinha sua próxima refeição, tente adicionar algumas das 15 ervas e especiarias na lista abaixo, protegendo si mesmo e as pessoas que você gosta desta doença difícil.


1. Manjericão
Essa erva tem uma importante propriedade medicinal. Ela pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue em diabéticos, por isso recomenda-se que se use com frequência para temperar diferentes alimentos. O manjericão combina perfeitamente com saladas, sopas, molho pesto e outros pratos maravilhosos, além de seu aroma inconfundível.


2. Blueberries (Mirtilo)
Os mirtilos contêm um pigmento antocianina que contém antioxidantes que combatem diabetes, fortalecem o coração e reduzem o risco de inflamação e acúmulo de lipídios. Estudos mostram que o consumo diário de mirtilos frescos em grandes quantidades reduz os sinais de inflamação e melhora a tolerância à glicose em pessoas com síndrome metabólica (o que pode causar diabetes tipo 2).

O fruto pode ser comido cru ou cozido, e também pode ser seco. Devido ao seu sabor azedo, é usado para fazer geleias, licores e xaropes.


3. Camomila
A camomila é frequentemente usada como uma erva medicinal, principalmente para fazer chás. A camomila reduz o açúcar no sangue e evita complicações em diabéticos, ajudando o processo de digestão e limpando o sangue do excesso de açúcar. Além disso, depois de um longo dia de trabalho, não há nada como uma xícara de chá de camomila quente que acalma física e mentalmente.


4. Canela
 A canela é usada na preparação de doces e também como tempero, tanto na sua forma natural quanto em pó. Estudos demonstraram que a canela é eficaz na redução dos níveis de açúcar no sangue em pessoas saudáveis e em pessoas com diabetes tipo 2, mas outros estudos descobriram que a canela não afeta os níveis de A1C (hemoglobina glicada), então os achados são inconclusivos.

Além disso, a canela tem um efeito benéfico sobre a perda de peso porque ajuda a reduzir o colesterol e acelera o metabolismo. Recomenda-se combinar a canela com feijão, arroz integral, lentilhas ou pratos de carne e, claro, não há necessidade de adicionar açúcar.


5. Cominho
O cominho tem um sabor único e bem forte, e combina bem com ensopados e arroz integral. Se você adicionar cominho aos seus pratos, use-o generosamente, pois reduz o açúcar no sangue e o colesterol, o que pode ser muito benéfico para os diabéticos. Além disso, o cominho tem um efeito positivo nos produtos finais da glicação de aminoácidos. Essa formação de açúcar é considerada perigosa porque pode alterar a estrutura do tecido em que foi criada e danificar o corpo, mas o cominho pode equilibrar esses processos e evitar a glicação de aminoácidos.


6. Dente-de-leão medicinal
 O dente-de-leão medicinal é considerado uma praga, pois seu crescimento interfere no crescimento de outras plantas no campo ou no jardim, mas é uma erva medicinal importante. Suas folhas são ricas em vitamina A, C, cálcio e ferro. Além disso, ajuda a reduzir o peso, o que é muito importante para os diabéticos e pode ter um grande impacto na sua saúde.

Também aumenta o fluxo de urina e ajuda no processo de limpeza do corpo. As folhas jovens são adequadas para uma salada, sem a necessidade de cozinhar, embora as folhas maiores necessitem de cozinhar porque o seu sabor é amargo.


7. Endro
O endro vem originalmente do Sudoeste e da Ásia Central. É conhecido por sua capacidade de aumentar a produção de leite em mulheres lactantes, mas suas propriedades medicinais também podem ser usadas para tratar diabetes. Os pesquisadores encontraram cerca de 70 componentes diferentes que existem no endro que ajudam a combater esta doença, por isso é importante consumi-lo com frequência. Essa erva combina perfeitamente com peixe, queijo, ovos e cogumelos.


8. Erva-doce
 A erva-doce tem um sabor de anis delicado, e recomenda-se usar suas folhas em saladas de vegetais, com suas folhas e sementes contendo antioxidantes e fibras que ajudam a reduzir o colesterol. Além disso, essa erva diminui a pressão arterial devido ao alto teor de potássio, o que ajuda a remover o sódio do organismo através da urina.

Na Índia, é costume mastigar sementes de erva-doce após uma refeição para limpar os dentes e refrescar a respiração e é considerado um excelente supressor da tosse, tornando-se um tratamento natural para um problema comum em diabéticos.


9. Alho
O alho é usado para fins medicinais em todo o mundo porque é muito eficaz contra infecções e inflamações, além de conter alicina, enxofre, vitamina B1, vitamina B3 e flúor.

Além disso, o alho tem propriedades anti-inflamatórias muito fortes, que reprimem as citocinas (pequenas proteínas) na diabetes, e também é conhecido por baixar os níveis de açúcar e gordura no sangue, fortalecer o coração e prevenir o desenvolvimento de células cancerosas.


10. Gengibre
O gengibre tem um sabor acentuado e refrescante e é usado principalmente para temperar uma variedade de pratos que contêm carne, frango e pratos vegetarianos. O gengibre é um suplemento de ervas perfeito para combater diabetes e colesterol alto, porque ele ataca diabetes em várias direções e até ajuda na perda de peso.
Além disso, em um estudo em 2014, foi demonstrado que as pessoas que consumiram 3 gramas de pó de gengibre seco durante 30 dias apresentaram melhorias significativas nos níveis de glicose no sangue, colesterol e outras medidas importantes. Aqueles que não gostam do sabor do gengibre na comida podem tentar cortar um pedaço de gengibre fresco e colocá-lo na xícara de chá.


11. Alecrim
 Os ramos de alecrim são adequados para uso em vários pratos, como preparos com carne e vegetarianos. Tente adicioná-lo a uma xícara de chá e aproveite uma bebida relaxante e deliciosa. A planta de alecrim contém antioxidantes, que são úteis na luta contra o diabetes e ajuda a tratar síndromes metabólicas e também é eficaz na luta contra vários tipos de câncer.


12. Sálvia
A sálvia é uma das ervas mais comuns e antigas. Contém antioxidantes comprovadamente benéficos na luta contra a diabetes e é uma fonte de ácidos graxos essenciais. O sabor forte combina perfeitamente com diversos pratos e também se adapta como uma adição relaxante a uma xícara de chá. Além disso, o chá de sálvia com mel ajuda contra resfriados e outras doenças de inverno.


13. Estévia
A planta estévia está entre os poucos adoçantes que não prejudicam os diabéticos, mesmo que seja mais doce do que o açúcar normal. Embora o uso de estévia não ajude a eliminar o desejo de algo doce, esta planta tem um efeito positivo nos níveis de açúcar no sangue e insulina após uma refeição. Além disso, a planta de estévia pode ser cultivada facilmente em um vaso de flores, onde você pode escolher algumas folhas sempre que quiser aproveitar seus benefícios.


14. Tomilho
O tomilho é uma planta aromática e seu sabor é surpreendente, tornando-se uma boa adição a qualquer prato. O tomilho contém cerca de 75 fitoquímicos (um nome genérico para compostos encontrados naturalmente em alimentos vegetais) que são ativos na luta contra a diabetes e provaram ser muito eficazes em sua atividade. É rico em ferro e é bastante usado no cozimento de pratos que levam carne, sopas, ovos e muito mais. Embora tenha um sabor dominante, não esconde o sabor de outras ervas. O tomilho pode ser comprado seco ou fresco.


15. Açafrão-da-terra
 A raiz do açafrão-da-terra, ou cúrcuma, tem um sabor delicado que dá ao alimento uma cor dourada e é usado principalmente em pó. Em sua forma fresca, contém potássio, vitamina C e antioxidantes. Provavelmente é o melhor tempero para prevenir o câncer e também contribui muito para os diabéticos porque ajuda contra o envelhecimento, protege o coração e ajuda na perda de peso. Para testar o efeito desta maravilhosa raiz, um estudo de 240 pessoas diagnosticadas com pré-diabetes foi dividido em dois grupos: um grupo experimental e um grupo controle. Os pesquisadores administraram cápsulas à base de cúrcuma para o grupo experimental todos os dias, enquanto o grupo controle consumiu um placebo. Verificou-se que muitos membros do grupo que tomaram o placebo desenvolveram a diabetes no estágio 2, enquanto que aqueles que consumiram a açafrão não desenvolveram diabetes, portanto, é importante começar a adicionar açafrão à sua dieta regularmente.



sábado, 13 de janeiro de 2018

PAPA FRANCISCO: COMO REZAR PARA OBTER AQUILO QUE PEDE



"Tudo é possível para quem crê, como ensina o Evangelho"
Como é a oração no Evangelho daqueles que conseguem obter do Senhor aquilo que pedem? Desta pergunta, partiu a reflexão do Papa na homilia da missa celebrada na sexta-feira (12/01), na Casa Santa Marta.

O Evangelho de Marcos, tanto ontem como hoje, fala de duas curas: a do leproso e a do paralítico. Ambos rezam para obter a cura, ambos o fazem com fé: o leproso, destacou o Papa, desafia Jesus com coragem, dizendo: “Se queres, tens o poder de curar-me!”. E a resposta do Senhor é imediata: “Eu quero”. Portanto, tudo é possível para quem crê, como ensina o Evangelho”.

Sempre, quando nos aproximamos do Senhor para pedir algo, se deve partir da fé e fazê-lo na fé: “Eu tenho fé que tu podes cura-me, eu creio que tu podes fazer isto” e ter a coragem de desafiá-lo, como este leproso de ontem, este homem de hoje, este paralítico de hoje. A oração na fé.

O Evangelho nos leva portanto a interrogar-nos sobre nosso modo de rezar. Não o fazemos como “papagaios” e “sem interesse” naquilo que pedimos,  mas ao contrário, sugere o Papa,  suplicamos o Senhor que “ajude a nossa pouca fé” também diante das dificuldades.

De fato, são muitos os episódios do Evangelho em que aproximar-se do Senhor é difícil para quem se encontra em dificuldades e isso serve de exemplo para cada um de nós.

O paralitico, no Evangelho de hoje de Marcos, por exemplo, vem até mesmo baixado do teto para que sua maca chegue até o Senhor que está pregando entre a multidão. “A vontade leva a encontrar uma solução”, destacou Francisco, faz “ir além das dificuldades”.

Coragem para lutar e chegar ao Senhor. Coragem para ter fé, no início: “Se tu queres, tens o poder de curar-me. Se tu quiseres, eu creio”. E coragem para aproximar-me do Senhor, quando existem tantas dificuldades. Aquela coragem… Muitas vezes, é preciso paciência e saber esperar os tempos, mas não desistir, ir sempre em frente. Mas se eu com fé me aproximo do Senhor e digo: “Mas se queres, podes me dar esta graça” e depois mas… como a graça depois de três dias não veio, então uma outra coisa….e me esqueço. Coragem.

Se a oração não é corajosa, não é cristã

Santa Mônica, mãe de Agostinho, rezou e “chorou muito” pela conversão do seu filho e conseguiu obtê-la. Então, o Papa a coloca entre os tantos Santos que tiveram grande coragem em sua fé. Coragem “para desafiar o Senhor”, coragem para “acreditar”, mesmo que não se obtenha logo o que se pede, porque na “oração se joga tudo” e “se a oração não é corajosa, não é cristã”:

A oração cristã nasce da fé em Jesus e segue sempre com a fé, para além das dificuldades. Uma frase para trazê-la hoje no nosso coração nos ajudará, do nosso pai Abraão, a quem foi prometida a herança, isto é, ter um filho aos 100 anos. Diz o apóstolo Paulo: “Creiam” e com isto foi justificado. A fé e “se colocou em caminho”: fé e fazer de tudo para chegar àquela graça que estou pedindo. O Senhor nos disse: “Peçam e vos será dado”. Tomemos também esta Palavra e tenhamos confiança, mas sempre com fé e acreditando. Esta é a coragem que tem a oração cristã. Se uma oração não é corajosa, não é cristã.

(Rádio Vaticano)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DO COCO SE APROVEITA TUDO – E DE TODAS AS FORMAS!

Conheça os produtos vindos dessa fruta - tem água, óleo, farinha, leite e até açúcar! - e seus benefícios para o organismo



O coco em suas variadas apresentações

Na indústria, no supermercado, nas lojas de artigos naturais e nos restaurantes, brasileiros estão (re)descobrindo o coco. Que bom! Confira abaixo os derivados dessa fruta multiuso:

A bendita água de coco
O mais nobre dos derivados do coco tem uma composição tão única que, na Segunda Guerra Mundial, foi usado como soro fisiológico em emergências médicas. Hoje, ele ocupa um lugar ao sol principalmente quando o calor aperta ou na hora de restabelecer o corpo depois da atividade física.

Mais que hidratar, o líquido repõe eletrólitos cruciais ao equilíbrio do organismo – tanto é que há quem o compare a bebidas próprias para esportistas. Mas, se você não é atleta profissional, melhor ficar com a água de coco mesmo.

É o que argumenta a nutricionista Luciana Rossi, do Centro Universitário São Camilo, na capital paulista, e autora de uma pesquisa que avaliou o uso entre praticantes de spinning. “Bebidas esportivas têm muito sódio, porque os atletas precisam dele”, explica.

Sódio demais, você sabe, pode elevar a pressão. Aliás, o mineral também aparece na água de coco (mesmo na natural), mas em quantidades ínfimas. Ocorre que algumas marcas adicionam um conservante à base de sódio – por isso existem discrepâncias entre as caixinhas. Pra escapar disso, nada como comparar os rótulos. Aliás, de olho na embalagem, você pode topar com o termo “água reconstituída”.

Ele se refere a um concentrado que muitas empresas usam para padronizar o sabor ao longo do ano, uma vez que os frutos podem sofrer variações. Buscando fornecer um conteúdo mais próximo do original e livre de adoçantes e conservantes, têm surgido marcas com inovações como o uso de tecnologias que permitem o envase direto do coco – isso impede o contato do líquido com luz, oxigênio e casca, fatores que afetam a qualidade.
Elas até avisam que podem existir pequenas alterações de sabor de uma embalagem pra outra, já que assim é a natureza. Ah, apesar de tantos predicados, não vá trocar água mineral pela de coco como base da hidratação, né? Ela tem sua dose de carboidratos.

A água é extraída do coco verde, quando ele atinge sete meses de maturação. O coco seco até possui o líquido, mas ele já é mais gorduroso.

Óleo polêmico
Eis um sucesso de vendas que é também o produto mais controverso do coco. Tudo começou quando ele foi alardeado como solução para a perda de peso. A alegação era de que, apesar de ser rico em gordura saturada, o óleo extravirgem concentrava uma versão especial do composto, o ácido graxo de cadeia média.

Um dos seus atributos seria ter absorção rápida, o que turbinaria o gasto calórico. “Mas, com base na literatura científica até o momento, podemos afirmar que o óleo de coco não tem papel no emagrecimento”, diz a endocrinologista Cíntia Cercato, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), que publicou um documento a respeito.

No último Congresso Paulista de Nutrição, Isabela Mota, da Socesp, destacou que a maior parte da gordura do coco é formada por ácido láurico. “E entre 70 e 75% do total desse composto não se comporta como ácido graxo de cadeia média, apesar de receber a definição”, esclareceu. Portanto, a teoria da absorção rápida seria só… teoria.

A verdade é que ainda não há um julgamento final. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grupo da nutricionista Glorimar Rosa incluiu 13 mililitros de óleo no dia a dia de voluntárias e notou uma redução na medida da cintura. “Mas todas adotaram também uma dieta pouco calórica. Só com o óleo o indivíduo não emagrece”, pondera.

Tudo isso reforça o pedido dos experts de evitar transformar o produto no rei da cozinha. E tem até um motivo mais forte: Rachel Brown, professora da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, concluiu em nova revisão que o uso frequente eleva o colesterol ruim. Enfim, colheradas e cápsulas estão contraindicadas. Mas, se curtir o sabor, dá pra incluí-lo (com bom senso, claro) em receitas doces e salgadas.

Açúcar de altos e baixos
Ele é obtido das flores da palma do coco e, apesar de não ter a popularidade do óleo, também entrou na moda. Ao comparar o primeiro semestre de 2015 com o deste ano, a loja online Natue notou que a busca cresceu 25%. O motivo? Ele seria mais natural e saudável que o açúcar branco, que vem da cana.

“A transformação da seiva da flor em açúcar é um processo manual, que não envolve aditivos químicos”, explica Catharina Paiva, nutricionista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Além disso, o ingrediente reúne mais vitaminas e minerais.

“Porém, seria preciso ingerir uma quantidade muito grande para tirar proveito disso”, afirma a médica Vivian Ellinger, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Rio de Janeiro. A nutricionista Mônica Beyruti, da Abeso, concorda: “Em uma dieta equilibrada, esses nutrientes do açúcar de coco não fariam diferença”.

Também se divulga bastante a história de ele ter baixo índice glicêmico (IG), ou seja, não levar a picos de glicose no sangue e minimizar ataques de gula mais tarde. Mas essa propriedade é polêmica. “É que o baixo IG foi encontrado em um estudo pequeno, com o açúcar produzido nas Filipinas.

E a classificação foi extrapolada”, conta Catharina. Ora, solos diferentes rendem composições nutricionais diferentes. Ainda que o IG seja menor, a nutricionista informa que não dá pra ter certeza de que o impacto será o mesmo dentro das receitas. “Assim como o açúcar branco, o de coco deve ser consumido sem excessos”, orienta Thais Souza, nutricionista da rede Mundo Verde.

Agora, o que pesa mesmo contra o produto do coqueiro é o preço. Por ter uma fabricação limitada, chega a ser bem mais caro – 1 quilo custa entre 70 e 100 reais. “O açúcar mascavo é saudável e mais em conta”, compara Catharina.

Leite de beber
Não estamos falando de leite de coco para uso culinário, não. A novidade aqui é uma bebida pronta para consumo. Ela entra no mercado para brigar com outros extratos vegetais (de soja, amêndoa, arroz…) e ganhar lugar à mesa de quem tem intolerância à lactose, alergia ao leite de vaca ou optou por tirar esse produto da dieta.

Além do sabor original, algumas marcas oferecem o produto na versão achocolatada. O enriquecimento com cálcio e vitaminas é um plus. Para Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, produtos do tipo são bem-vindos desde que as pessoas em geral não os encarem como substitutos plenos do leite de vaca – o cálcio de origem animal é mais bem aproveitado pelo corpo.

Farinha Versátil
Ainda não tão pop, seu grande atrativo é ser fonte de fibras. Por essa razão, a equipe da nutricionista Glorimar Rosa da UFRJ ofereceu 26 gramas da farinha extraída da polpa do coco a mulheres por três meses. “A adição a uma dieta de baixas calorias promoveu redução nas concentrações de glicose no sangue, o que seria desejável principalmente para diabéticos”, relata.

Apesar de a pesquisadora não ter notado vantagem em termos de peso, esse já é um benefício associado ao produto. “Por causa das fibras, a farinha dá saciedade”, diz Carolina Arbache, da Natue. Aliás, a médica Vivian Ellinger lembra que a alimentação do brasileiro anda pobre em fibras.

E, além de obesidade e diabete, essa carência predisporia até a um maior risco de alguns tipos de câncer. Glorimar conta que a farinha de coco pode ser usada em bolos, pães e biscoitos, substituindo a versão de trigo. Ela também combina com frutas, iogurtes e vitaminas.

O coco em outras indústrias
Como outras áreas aproveitam os frutos do coqueiro

Para vestir
 As fibras do coco são usadas na confecção de roupas, chapéus e toalhas de mesa. Ainda são bastante exploradas no artesanato.

Para plantar
A casca vira um excelente adubo natural. E suas fibras servem de base a biomantas, que ajudam a evitar a erosão do solo e a recompor a vegetação.

Para viajar
 O recheio dos bancos de automóveis pode ser feito de fibras de coco, o que confere conforto e menor quentura nos passeios por aí.

Para embelezar
O óleo de coco é amplamente empregado pela indústria cosmética na elaboração de loções para a pele e itens para o cabelo.

Para dar energia
Resíduos como a casca podem gerar combustíveis do tipo carvão vegetal e até bioetanol, o que ajudaria a sustentar a cadeia produtiva.

Para manter o lar
As fibras do coco são desfiadas para fazer pincéis, vassouras e tapetes. O fruto ainda oferece material para formular aquele tradicional sabão.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A CASA DOS MIL ESPELHOS


Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.

Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:
”Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes”.

Neste mesmo vilarejo, outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: “Que lugar horrível, nunca mais volto aqui”.

Todos os rostos no mundo são espelhos.

Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?


Folclore japonês

CONTOS FANTÁSTICOS

                                     AMOR NA GAVETA!


 Agora sei que existe um tipo de amor que fica na gaveta do coração, e que eu nunca havia experimentado... um amor que fica escondido e camuflado dentro da gente em silêncio, este tipo de amor faz com que no passar do tempo a gente se torne paciente e cheia de resignação...

Amor sem abraço, sem beijo e sem sem nunca ter se tocado... as vezes ele floresce um pouco mais, as vezes se apaga diante de outras emoções, mas ele está ali sempre presente em um cantinho do coração... Este amor sem ser amada e sem esperanças de ser correspondida, é calmo, calado e as vezes chora...

Estou carregando este amor a meses em segredo, tento abrir meu coração todos os dias para que ele escape, mas ele se recusa a sair tentando me fazer perder o rumo e a alegria... Estou colocando a cada dia uma pedra a mais neste sentimento não correspondido e deixando florescer sentimentos que me aguardam do lado de fora do coração.

Hoje decidi que não deixarei mais nenhuma esperança entrar dentro de mim, afugentarei os pensamentos a cada vez que eles me cercarem tentando me dar alguma esperança de você, estou decidida a mudar de caminho e não olhar mais para trás


Agora vejo que  meses se passaram e eu fiquei ali estacionada a espera de uma palavra sua, ou um chamado seu... olho em minha volta e vejo que tudo foi caminhando com o tempo, as pessoas foram vivendo, as estações do ano foram mudando, e eu não vi nada mudar em você!

CONTOS FANTÁSTICOS

A FLAUTA DO MONGE INOCENTE - Jean de Quercy


Sabeis por que todos os anos multidões de peregrinos vão rezar em Dégagnazès? É que antigamente ocorreram lá as grandes coisas que eu vos contarei.
No bosque, no local em que os mercadores montam suas barracas no dia de peregrinação, havia um convento com trinta monges vestidos todos de branco. Na realidade eram trinta e um, mas eu disse trinta, como todo mundo, porque o trigésimo primeiro não contava. Era um mongezinho não maior que uma criança, todo corcunda e um tanto coxo, conhecido como ‘o inocente’, por causa da sua simplicidade.
Não falava com ninguém, mas sabia-se que era bom, porque tinha os olhos doces e os animais gostavam dele. Era o pastor do convento, e todas as manhãs, ao raiar do dia, saía do estábulo, onde dormia ao lado das suas ovelhas, e com elas atravessava os bosques floridos, à procura dos locais de pastagem.
O monge amava suas ovelhas, mas amava ainda mais sua flauta. Era uma flauta de bambu, com seis orifícios, que ele mesmo fizera. Quando ele a levava à boca e soprava, abrindo e fechando com seus dedos os orifícios, poder-se-ia dizer que ela falava. Eu não sei se de fato falava, mas o certo é que todos, homens e animais, a compreendiam.
A flauta punha ordem em todas as atividades da vizinhança. De manhã, quando o monge saía do convento tocando alegremente, os galos que o ouviam compreendiam que era hora de cantar, e cantavam a plenos pulmões. Os camponeses diziam: "Ouça a flauta do mongezinho. Está na hora de levantar". E se levantavam. As flores que se fecham durante a noite preparavam-se para abrir. O vento que dormia nos bosques começava a se mover e sacudir as árvores, para acordar os passarinhos.
Ao meio-dia, quando o monge tocava uma música faustosa, as ovelhas se deitavam sobre as patas cruzadas, para o descanso do meio-dia, e os camponeses interrompiam o trabalho para comer o pão. Ao fim do dia, quando o monge voltava ao convento tocando uma música lenta e suave, as galinhas nos seus poleiros compreendiam que era hora de dormir, e também os camponeses cansados iam para suas camas. Que faria a pobre Dégagnazès sem o monge? Não saberia viver conforme a ordem e o horário que agrada ao bom Deus.
Um dia o monge não saiu do convento, e tudo ficou de pernas para o ar. É que os ingleses devastavam a região, e os camponeses se refugiaram no convento com todos os seus animais. Mas, como não era fortificado, os ingleses entraram, apreenderam os seus bois, suas ovelhas, as tapeçarias da igreja, os cálices de ouro e toda a prata do mosteiro. Mas não ligaram para a flauta nem para as ovelhas do mongezinho. Logo que os ingleses se foram, o monge recomeçou a sair no horário de costume, tocando sua flauta e acordando os galos na hora em que eles deviam ser acordados.
O prior do convento ficou furioso. Era um homem grande e vermelho, que queria ser sempre o mais forte, e que desprezava os simples e pequenos. Como os ingleses estavam por perto e podiam voltar, ele decidiu fortificar o mosteiro. Uma noite ele reuniu seus vinte e nove monges e lhes mandou porem mãos à obra, para trazer as pedras da montanha negra e quebrá-las, a fim de levantar um grande muro. Mas os monges desataram a rir:
— Precisaríamos de cem anos para esse trabalho. Somos apenas homens, e o próprio diabo não o conseguiria.
— Veremos — disse o prior. — Voltai para vossas celas, seus desocupados, porque eu vou à procura do diabo.
O prior não sabia aonde ir e o que fazer para encontrar o diabo. Mas era tão orgulhoso, que estava certo de o diabo vir por si mesmo. Compreendeis bem que nessas circunstâncias o diabo não se faria de rogado. E realmente ele apareceu ao prior em uma clareira do bosque, vestido com roupa cor de fogo e trazendo na mão um tridente. O prior, que tremia um pouco, procurou dar a impressão de olhá-lo de cima.
— Então você está por aí, seu preguiçoso. Quer dizer que você me ouviu quando pronunciei seu nome!
— Fale com menos arrogância — respondeu o diabo. — Estamos sós, e é você que precisa de mim. E só o servirei se você me pagar bem. O que quer que eu faça?
— Eu quero um muro que contorne o convento, com 10 metros de altura e três de espessura, com cem seteiras e um grosso portão de ferro. E precisa ser construído durante a próxima noite, entre o pôr-do-sol e o primeiro canto do galo.
— Vejamos então a minha parte no negócio. Se eu construir o muro antes do canto do galo, você me dará sua alma e a de todos os monges que te pertencem por voto de obediência, e dos quais, portanto, você pode dispor... Mas o que é isto que eu estou ouvindo?
Era o som da flauta, porque o mongezinho corcunda tinha visto raiar a aurora, e começava a tocá-la enquanto saía do convento. Como de costume, os galos acordados pela flauta se puseram a cantar, e toda a vizinhança começou a se movimentar. O diabo ficou mal à vontade com todo esse bulício do trabalho honesto, e não sabia mais o que dizer. Teve até desejo de fugir, quando viu aparecer na clareira o mongezinho entre suas ovelhas e cordeiros.
— Não gosto desse anão mal construído — disse enfim. — Ele está com jeito de quem quer nos espionar. Eu vou-me embora, Sr. Prior, e depois apareço na sua cela.
— Não se preocupe — disse o prior, que desprezava o mongezinho. — Esse anão é um tolo, um fraco de espírito, mais ignorante que os próprios animais. Ele não ouve nada, não sabe nada e não compreende nada. Podemos concluir tranqüilamente o nosso negócio.
Parcialmente tranqüilizado, o diabo redigiu o contrato em um pergaminho e o leu em voz alta, fazendo-o assinar pelo prior, e em seguida desapareceu. O mongezinho havia compreendido tudo, como bem o podeis imaginar, e ficou triste o dia todo. Até se esqueceu de tocar a flauta ao meio-dia e à tarde, desorganizando novamente todas as atividades da vizinhança.
Quando o sol se pôs, ele viu chegar um batalhão de diabos. Havia milhares, de todas as cores. Uns puxavam carroças carregadas de pedras, outros cavavam as fundações, outros assentavam as pedras. Todos permaneciam em silêncio. Não se ouvia nada, mas o muro ia se erguendo, e o mestre dos diabos ia de um lado para outro, em uma nuvem de fogo, empurrando com um tridente aqueles que não trabalhavam rápido. Chegou a meia-noite, o que significa que restavam ainda três horas para terminarem o trabalho antes do canto do galo. O muro estava quase concluído, e logo chegou a porta. O diabo deu um assovio, e todos os outros diabos se aproximaram para assentá-la. Era um trabalho difícil, mas os diabos, numerosos e fortes, acabaram colocando-a nos gonzos.
O mongezinho compreendeu então que tudo estava perdido. Olhou para a flauta e chorou, pensando que no inferno ela não lhe valeria de nada. Mas tanto olhou para a flauta através de suas lágrimas, que afinal teve uma idéia. Acordou sem ruído suas ovelhas e cordeiros, que o acompanharam enquanto saía de mansinho, com a flauta à mão.
Quando os diabos, lá no alto do muro, assentavam a última camada de pedras, ele começou a tocar a flauta, com toda sua força e toda sua fé. As notas da flauta se espalharam pelos campos e chegaram até os galos, que acordaram sobressaltados. E todos os galos de Dégagnazès, com medo de terem perdido a hora, puseram-se a cantar com todas as suas forças, e o seu canto chegou às muralhas ainda inacabadas do convento.
O diabo compreendeu que havia perdido, e fugiu com todos os seus operários, urrando, enquanto o monge, alegre, continuava a tocar sua flauta, como para agradecer ao bom Deus.


(Jean de Quercy, Contes de la Vieille France – Fernand Lanore, Paris, 1945)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

HILÁRIO: A LIGAÇÃO BOMBÁSTICA DO VELHINHO PARA O FILHO

Um pai de família, já nos seus 70 anos, liga para o filho na antevéspera do Ano-Novo e lhe diz:
– Emir, sinto muito ter que estragar o seu dia, mas tenho que te dizer que sua mãe e vamos nos divorciar, depois de 45 anos de convivência.
O filho fica indignado:
– Papai, o que você está dizendo?!, grita o filho.
– Não conseguimos mais nem nos olhar um para a cara do outro - disse o pai. E completou: - Vamos nos separar e acabou. Ligue para a sua irmã Jade e conte a ela.


Desvairado, o rapaz liga para a irmã, que explode no telefone.
– De jeito nenhum! Meus pais não irão se divorciar!! Vou ligar para papai agora!
Quando o velho atendeu, ela disse, quase gritando:
– Não façam nada até nós chegarmos aí amanhã. Eu e Emir vamos comprar as passagens e estaremos aí amanhã mesmo, ouviu?! E bate o telefone sem deixar o pai responder.
O velhinho desliga o telefone, vira para a mulher e diz sorridente:

Pronto, Zoraide. Eles virão para o Ano-Novo e não teremos que pagar as passagens!!!