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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

HOJE CELEBRAMOS SÃO JOÃO PAULO II


Karol Wojtyła nasceu a 18 de Maio de 1920 em Wadowice, na Polónia meridional, onde viveu até 1938, quando se inscreveu na faculdade de filosofia da Universidade Jagelónica e se transferiu para Cracóvia. No Outono de 1940 trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química. Em Outubro de 1942 entrou no seminário clandestino de Cracóvia e a 1 de Novembro de 1946 foi ordenado sacerdote.

A 4 de Julho de 1958, Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal a 28 de Setembro seguinte. Como lema episcopal escolheu a expressão mariana Totus tuus de são Luís Maria Grignion de Montfort.

Primeiro como auxiliar e depois, a partir de 13 de Janeiro de 1964, como arcebispo de Cracóvia, participou em todas as sessões do concílio Vaticano II. A 26 de Junho de 1967 foi criado cardeal por Paulo VI.

Em 1978 participou no conclave convocado depois da morte de Montini e no sucessivo após o inesperado falecimento de Luciani. Na tarde de 16 de Outubro, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milénio, desde o tempo de Adriano VI (1522-1523).

Personalidade poliédrica e carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. A têmpera e o vigor de uma idade relativamente jovem permitiu que empreendesse uma actividade intensíssima, ritmada sobretudo pelo multiplicar-se das visitas e das viagens: no total foram 104 internacionais e 146 na Itália, com 129 países visitados nos cinco continentes.

Desde o início trabalhou para dar voz à chamada Igreja do silêncio. A insistência sobre os temas dos direitos do homem e da liberdade religiosa tornou-se assim uma constante do seu magistério. Tanto que hoje é largamente reconhecido o contributo relevante da sua acção para as vicissitudes que determinaram a queda do muro de Berlim em 1989 e o sucessivo colapso dos regimes filo-soviéticos. Neste contexto provavelmente insere-se o gravíssimo episódio do atentado do qual foi vítima a 13 de Maio de 1981 por obra do turco Ali Agca.

Ao lado da polémica anticomunista, desenvolveu-se também uma leitura crítica do capitalismo, submetido a uma análise crítica em três das suas 14 encíclicas: a Laborem exercens (1981), a Sollicitudo rei socialis (1987) e a Centesimus annus (1991). Também foi assídua a sua actividade a favor da paz, que se entrelaça com a busca do diálogo com as grandes religiões — em particular com o judaísmo e com o islão — e com o novo impulso impresso no caminho ecuménico.

Em 1983 promulgou o novo Codex iuris canonici e depois providenciou à reforma da Cúria romana com a constituição apostólica Pastor bonus de 1988. Favoreceu também a dimensão da colegialidade episcopal no governo da Igreja, sobretudo através da convocação de quinze sínodos dos bispos. Entre os números de um pontificado bastante longo — em segundo lugar por duração só ao de Pio IX (1846-1878) — podem ser mencionadas também as frequentes cerimónias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.

Com o passar dos anos a atenção do Pontífice focalizou-se sobretudo na celebração do grande jubileu do ano 2000. O evento assumiu um significado altamente simbólico no âmbito da sua missão pastoral e teve uma forte importância penitencial, expressa de modo emblemático no dia do perdão (12 de Março).

O encerramento do jubileu abriu a fase conclusiva do pontificado, marcada sobretudo pelo progressivo agravamento das condições de saúde do Papa, que depois de uma longa e angustiante agonia morreu na noite de 2 de Abril de 2005.

Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. E o mesmo Papa o proclamou beato a 1 de Maio de 2011.

Foi canonizado no dia 27 de abril de 2014, pelo Papa Francisco.

(Vatican.va)

sources: VATICAN

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CONSUMO DE CARNE DE MORCEGO PODE TER AJUDADO A DEFLAGRAR EBOLA


O início da atual epidemia de ebola e das mortes mais de 4 mil pessoas por causa da doença pode ter se dado em uma vila na Guiné, no leste da África, quando uma criança que comeu morcegos.
A criança de dois anos, apelidada de infante zero, vivia no vilarejo de Gueckedou, uma região em que a carne deste animal é consumida frequentemente.
Sua família deste paciente disse ter caçado duas espécies de morcego conhecidas por hospedar o vírus. A criança morreu em dezembro de 2013.
Morcegos não são os únicos animais menos convencionais que podem parar nas mesas de famílias africanas: chimpanzés, ratos, cobras e até porcos-espinhos são mortos para um consumo.
Nem sempre apenas a fome é levada em conta neste hábito. Trata-se de uma prática popular, porque alguns tipos de animais são considerados uma iguaria.
Estima-se que na Bacia do Congo, por exemplo, as pessoas comam cinco milhões de toneladas de carne de animais selvagem por ano.
O problema é que alguns desses animais podem transmitir sérias doenças, como no caso dos morcegos.

Os morcegos são hospedeiros ideais por oferecerem grande resistência ao vírus.
Por meio de suas fezes ou mesmo de algumas frutas que tocaram, eles podem infectar animais como chimpanzés e gorilas.

Milhões de toneladas
Mas ainda não se sabe exatamente como o ebola é transmitido de animais para humanos.
Segundo Johnathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham, frequentemente há uma "espécie intermediária" no processo, apesar de também haver evidências de que se possa pegar ebola diretamente de morcegos.
"Mas é difícil para o vírus saltar a barreira das espécies até os humanos. O vírus teria que primeiramente ganhar acesso via sangue, contaminando células, para se replicar".
A maioria dos consumidores da carne de animais selvagens já compra o produto cozido ou defumado. O risco é muito maior para quem manuseia o material cru.
Em Gana, país que ainda não foi afetado pelo ebola, mais de 100 mil morcegos são mortos anualmente.
Uma recente enquete revelou que caçadores frequentemente tiveram contato com o sangue dos animais e em alguns casos foram mordidos ou arranhandos por eles.
A atual epidemia de ebola mostra que, embora as chances de infecção sejam raras, elas são possíveis. E sempre vale lembrar que a doença tem origem animal.
Apesar disso, a disseminação do vírus, do infante zero até agora, teria sido causada por contatos humanos.

Questão cultural
Autoridades sanitárias já tentaram lidar com o problema da contaminação pelo consumo de carne.
Na Libéria, um dos países mais afetados pela atual crise, a venda de carne de animais selvagens foi proibida.
Mas há quem alegue que este tipo de decisão vá apenas forçar que a venda deste tipo de carne ocorra num mercado negro. Sem falar na questão cultural.
"Estamos falando de uma sociedade em que há o sentimento de que você não se alimentou de forma apropriada se não tiver comido carne. Não há grandes rebanhos que possam servir como fonte alternativa", explica Marcus Rowcliffe, da London Zoological Society.
No entanto, o noticiário das últimas semanas foi marcado por críticas diretas a este costume.

O jornal americano Washington Post questionou a prática abertamente, ao passo que a revista New Scientist pediu uma proibição também como forma de proteção à fauna.

"Sabemos que houve uma contaminação de um morcego para uma criança na Guiné, mas, desde então, esta epidemia teve transmissão de humano para humano. As pessoas estão muito mais expostas por conviver com humanos do que por comer morcegos", afirma a antropóloga Melissa Leach, da Universidade de Sussex.

Ainda assim, os especialistas, alertam para os riscos do contato com o animal e acreditam que novos casos são apenas uma questão de tempo.

"É inevitável que veremos novos casos de ebola ou outras doenças transmissíveis por morcegos por causa das doenças que estes animais abrigam. Os riscos podem ser baixos, mas as consequências seriam graves", explica Rowcliffe.

https://www.google.com.br/search?newwindow=1&site=&source=hp&q=o+ebola+pode+ser++transmitido+por+morgegos&oq=o+ebola+pode+ser++transmitido+po




ACEITAÇÃO

A poesia transcende a alma e eleva o espírito,feliz daquele que se diz poeta...

Aceita a vida que Deus te deu.
Aceita-te como és.
Aceita teus familiares.
Aceita teus conflitos.
Aceita tuas decepções.
Aceita tua parentela.
Aceita tuas dificuldades financeiras.
Aceita tuas desilusões.
Aceita as ingratidões contra ti.
Aceita tudo e todos.
Aceita atos e atitudes e faze o melhor que puderes.
Aceitar não quer dizer aplaudir e fazer o mesmo, mas compreender quem cada um de nós tem e faz o que pode, que cada indivíduo está num grau diferente de evolução. Portanto, aceita o próximo como ele é.
Tu, porém, trabalha em favor de teu adiantamento espiritual e autoconhecimento.

Portanto, aceita-te como és, aceita teu próximo e faze sempre o teu melhor.

"DAI A DEUS O QUE É DE DEUS!"


Neste dia mundial das missões, somos despertados sobre a importância   de fortalecermos o nosso ideal de discípulo Missionário, de anunciadores   da constatação de que a promessa de Deus se realizou!
Como anunciadores da Boa nova do Reino  que  caminha dentro do espírito da fé e  do nosso  compromisso como  igreja missionária, somos convocados a dar continuidade  a missão de Jesus, reafirmando a nossa confiança na sua ação libertadora!
É o amor à Deus que motiva os milhões de missionários e missionárias que fazem às vezes de Jesus no coração do mundo, levando a sua proposta de vida nova, possibilitando  à tantas pessoas a conhecer  a verdade que liberta!
O mundo está cheio de conflitos, necessitando urgentemente  de mais diálogo, de pessoas corajosas que assim como Jesus, não desiste do humano, pessoas que não se curvam  diante dos desafios, porque acreditam que  a mensagem de Jesus pode reverter este quadro!
É a presença do Espírito Santo que encoraja o  missionário, que o impulsiona  a  fazer a difícil viagem de sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, do diferente, do marginalizado, daqueles que  ainda não tiveram  a alegria de  experimentar o aconchego do coração do Pai,  que ainda não  sabem que são eles, (os marginalizados) os preferidos no Reino!
No evangelho de hoje, podemos perceber que os piores inimigos do ser humano é a  ganância e a ambição do poder! 
Foram estes inimigos, que se  apossaram das  lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus!
Mesmo diante de tantas evidencias, essas autoridades não quiseram reconhecer a  divindade de Jesus,  por conveniência, por não estarem dispostos a mudar de vida, a abrir mãos dos seus privilégios, já que,  aderir à  Jesus, significa mudança radical de Vida, o que eles não queriam.
A adesão  do povo à proposta inovadora de Jesus, crescia dia pós dia, o que aumentava  a ira  destes líderes políticos e religiosos que vieram de Jerusalém com o único objetivo: confrontar Jesus!
Com o povo aderindo à Jesus, Ele  passou a ser  uma grande ameaça para eles!  Porém Jesus, nada temia, Ele não se intimidava diante dos seus opositores,  falava abertamente de suas propostas para o povo, que depositava Nele a sua única esperança de libertação.
Fariseus e herodianos, eram grupos rivais, eram as lideranças locais nos povoados da Galileia.
Esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados  pela presença de Jesus,  abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, àquele que significava uma grande ameaça para eles.
Para evitar um confronto direto com o povo que aderira à Jesus, eles  preferiram incitar o próprio povo  contra Jesus  armando uma cilada para Ele!
 “As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra”.
Quando chegaram, disseram a Jesus: Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e que, de fato ensinas o caminho de Deus.
Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar o imposto a César?
Esta pergunta maliciosa, sob a aparência de fidelidade a Deus, era na verdade uma intenção de acusar Jesus.
Se Ele dissesse: “deve pagar”,  Ele poderia ser acusado junto ao povo  como amigo dos romanos.
Se Jesus dissesse: “Não deve pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo. Portanto, o plano  deles parecia perfeito,  para eles,  Jesus não tinha  saída.
Porém Jesus, na sua sabedoria Divina, não perde tempo com discussões, limitando-se apenas a  dizer:
“Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “ De César’. “ Jesus então disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
Jesus disse isto, porque  sabia que  eles  já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. 
O que  faltava-lhes, era que eles devolvessem   a Deus o que era de Deus, isto é: o povo, que era oprimido por eles. 
Com isto, o plano arquitetado pelos opositores de Jesus,  mais uma vez cai por terra, reafirmando,  que as forças do mal nunca sobrepõem o bem.
  Muitos de nós condenamos as atitudes dessas pessoas que tramaram contra Jesus, mas será que nós também não estamos tramando contra Ele, quando planejamos algo contra o nosso irmão?
Será que estamos acolhendo bem, um novo integrante de nosso grupo, ou da comunidade que chega com ideias novas?
Ou será que  ficamos com medo de que ele tome o nosso lugar?
O que estamos dando a Deus?
Estamos devolvendo a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu?
 A nossa vida pertence a  Deus,  não conduzi-la para o bem é não dar a Deus o que é de Deus!
Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão  é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus!



BENEFÍCIOS DO MAMÃO PARA A SAÚDE


Ter uma alimentação saudável e incluir as frutas na sua dieta é fundamental, mas o que poucas pessoas sabem é a importância que as frutas têm para o nosso organismo. O mamão, por exemplo, é muito conhecido, mas pelo poder laxativo, o que é uma lástima, pois o seu poder medicinal e o valor nutritivo é imenso. Um dos seus mais importantes princípios é a papaína, uma enzima muito reconhecida e usada para o alívio nos casos de indigestão aguda e também tem efeito benéfico sobre os tecidos vivos.
CONFIRA OS BENEFICIOS DO MAMÃO SOBRE A SAÚDE HUMANA:

Além dos efeitos laxativos que ele produz o mamão também auxilia na melhora e combate de inúmeras doenças como:
Alívio da sinusite – uma de suas enzimas conhecida como bromelina ajuda a reduzir o muco e a inflamação;
Reduz o colesterol – excelente alimento rico em fibras, junto com boa alimentação e atividades físicas ajuda na redução do colesterol;
Melhora a saúde dos ossos – grande concentração de ácido fólico ajuda a prevenir fratura de ossos e osteoporose;
Previne Câncer de colo – possui propriedades antioxidantes que combatem os radicais livres e o câncer de colo;
Combate doenças da vesícula – é rico em vitamina “C”, as mulheres são as mais beneficiadas;
Doenças Cardíacas – o mamão evita a formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos por ter efeito antioxidante e previne a oxidação do colesterol;
Bom para os joelhos – a vitamina C presente no mamão ajuda a proteger os joelhos e as estruturas de apoio dos mesmos;
Gastrite – a papina que existe no mamão é um excelente remédio natural contra a acidez no estômago.


Cuidar da saúde com o mamão é fácil, pois é uma fruta que pode ser encontrada em supermercados e fruteiras. O que contribui bastante para o seu consumo é o preço que é bem em conta. Com certeza perto de você deve haver mamão para vender aproveite e acrescente essa fruta maravilhosa na sua alimentação diária, o seu corpo agradece.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A AMIZADE E AS DIFERENÇAS ENTRE AS PESSOAS

Somente com o amor se reduzem as distâncias que nos separam dos outros, distâncias e diferenças que não se anulam, mas somam.


Deus cria distinguindo, separando, colocando de certa maneira uma distância entre as coisas: a luz e as trevas, a terra e o mar. As coisas começam a existir quando saem do caos, e quanto mais uma coisa é clara e definida, tanto mais existe.
Muitas consequências derivam deste princípio: a primeira é que tudo aquilo que existe tem um espelho duplo. As coisas vão de dois em dois, tudo aquilo que existe provém de um duplo original e se as coisas existem na separação é verdade que continuamente desejam voltar àquela unidade, como o sol e a lua que eternamente se seguem no céu, como Adão e Eva, que uma irresistível força empurrará sempre um ao outro, apesar de toda a guerra dos sexos.
Mas se a distância foi criada por Deus, quer dizer que é boa. Sem a distância, sem a diferença que se caracteriza como indivíduo, não existiria identidade, nem liberdade.
A criança descobre a si mesma distinguindo-se da mãe, o amor é sadio e verdadeiro quando sai do estado de fusão típico da adolescência.
Os indivíduos só são livres porque são padrões de si. Sem distâncias entre nós viveríamos em uma mistura indistinta que aboliria cada liberdade pessoal. Solidão e responsabilidade são o preço a pagar para ter identidade e liberdade.
Assim agem em nós duas forças contrastantes: uma aspiração à identidade, que cria o desejo de distinguir-me, ou seja, de separar-me; e uma aspiração à unidade, que coloca o desejo de aproximar-me e assim eliminar as diferenças.
Entre as distâncias que nos definem existem alguns lugares nossos e outros criados diretamente por Deus, sobre o qual não podemos fazer nada. Podemos chamar estas últimas as nossas dimensões existenciais.
São princípios absolutos, ou seja, deveriam ser elementares e evidentes, mas muitas vezes são esquecidos, ou negados.

O primeiro princípio de existência é: eu estou aqui. O que significa obviamente que não estou ali. Isto cria uma distância e uma separação entre aquele daqui e aquele de lá. Se eu estou aqui e você ali, significa que eu não sou você e você não sou eu, que os nossos interesses, embora possam convergir em algumas coisas, serão sempre diferentes.
O segundo princípio de existência é: eu sou agora. O que significa que não sou amanhã, nem vinte anos atrás. Cada um de nós é o fruto de uma história e cada história com base ao primeiro princípio é diferente. Podemos fingir que não a vemos, mas a nossa história nos define e nos condiciona.
O terceiro princípio de existência é: eu sou um corpo. Não sou portanto uma pura vontade, um espírito, sujeito somente à própria escolha e à própria liberdade, mas vivo em um complexo bioespiritual que me precede e me determina: sou homem, sou alto, sou robusto, etc.
Estas três dimensões nos identificam na natureza, no tempo e no espaço.
Existe depois uma quarta distância que me define e é, em certo sentido, transversal às outras três e as inclui. Poder-se-ia exprimir na simples fórmula: eu não sou Deus. É portanto a distância estabelecida entre criatura e Criador que faz de nós inevitavelmente seres dependentes. Nós não nos damos a existência sozinhos, portanto somos destinados a existir na mendicância do ser, portanto somos felizes somente se obedecemos.
Quebrar as raízes das quais viemos significa condenar-se a uma vida sem razão, nem sentido. Na verdade existem duas vias para superar esta distância e construir uma verdadeira unidade, libertadora e não constritiva, uma natural e uma sobrenatural.
A via natural é aquela da amizade
A amizade não quer abolir a distância, não finge que não existam diferenças, mas carrega o peso de um trabalho necessário para superá-la. Este trabalho não nega a distância, implicitamente a afirma e a reconhece como boa, em um esforço de preencher esta lacuna.
A dificuldade com a qual dois amigos teimosamente recomeçam continuamente uma discussão no esforço de encontrar um acordo é um bom exemplo disso: não podem resignar-se a serem divididos, nem mesmo querem se violentar, portanto refinam continuamente o próprio pensamento na desgastante busca de uma verdade comum que permita salvaguardar a unidade sem sacrificar a liberdade e a consciência de cada um.
A via sobrenatural é aquela da graça, que encontra o seu protótipo na comunhão eucarística. Quando o meu corpo se une ao Corpo de Cristo é abolida cada distância entre o meu ser e aquele de Jesus, eu me torno literalmente parte Dele.
Isso não diz somente da nossa relação com Deus, mas também o nosso relacionamento entre nós. De fato, na medida em que sou fascinado por Cristo e seduzido por Ele, posso superar cada diferença que se coloca entre nós, como escreve São Paulo: “não existem mais judeus, nem gregos, nem escravos, nem livres, nem homem, nem mulher”.
Não somos nós que cortamos a distância, mas esta foi preenchida em um momento não do nosso trabalho, mas da graça de um dom não merecido de Deus, porque no encontro com Ele experimentamos um fascínio que povoa todo o nosso ser fazendo de nós “novas criaturas”.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

POR QUE A IGREJA PRECISA DAS MULHERES?

Uma Igreja sem as mulheres é como um Colégio apostólico sem Maria.



O papel das mulheres na Igreja é um tema muito debatido. O Papa Francisco repetiu várias vezes: é necessário encontrar “novos espaços e responsabilidades” para o “gênero” feminino. 

Nesta linha se deve colocar a medida papal que prevê o aumento do número de mulheres na Comissão Teológica Internacional. Assim revelou o cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao L'Osservatore Romano. Os “novos espaços”, porém, não são uma imitação do modelo masculino, nem podem ser entendidos como grupos feministas.

O Papa Francisco já esclareceu que o tema do sacerdócio feminino está fora de discussão. Quando a jornalista brasileira Anna Ferreira perguntou sobre este assunto, durante o vôo de retorno da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, o Papa disse expressamente que em relação à ordenação das mulheres “a Igreja diz: ‘não’. 

Disse João Paulo II, com uma formulação definitiva”. Na mesma coletiva de imprensa, o Papa Francisco tinha dito que “uma Igreja sem as mulheres é como um Colégio apostólico sem Maria. A tarefa da mulher na Igreja não é somente a maternidade, a mãe de família, mas é mais forte: é o ícone da Virgem; aquela que ajuda a Igreja a crescer”.

As 26 mulheres, amantes de padres, que no último mês de maio enviaram uma carta ao Papa, não estão em sintonia com esta indicação papal. É difícil sustentar que o pedido de abolir a tradição latina do celibato sacerdotal possa ter como “modelo” a Virgem Maria. E até o apoio delas ao crescimento da Igreja parece decididamente extravagante. Tem também outra carta que foi enviada ao Papa por algumas mulheres espanholas que são mães, irmãs e colaboradoras de sacerdotes. A carta, datada de 19 de junho de 2014, foi publicada pelo portal espanhol Infovaticana, onde se pode ler como as mulheres reivindicam firmemente a importância do celibato e da maternidade espiritual a favor dos sacerdotes e da Igreja. “Pelo bem do filho sacerdote e da Igreja, segundo o nosso modelo da Virgem Maria”, escreveram em acordo com as declarações feitas pelo Papa Francisco no avião de retorno do Rio de Janeiro.
Na carta, as espanholas dizem que a fé delas é clara, são “discípulas de Cristo crucificado, escândalo e loucura para aqueles que estão no mundo”, e a maternidade delas na Igreja “deve garantir que os nossos filhos e a Igreja não se tornem mundanos”. 

Escreveram abertamente rebatendo a carta das 26 amantes porque acreditavam firmemente na fecundidade do celibato sacerdotal, a mesma fecundidade do seu ser mulher/mãe na Igreja, para a Igreja. Não reivindicam, amam. Bento XVI, falando de Santa Catarina de Sena, lembrou como tantos queriam ser guiados espiritualmente por ela, “queriam chamá-la por mãe”, porque era capaz de orientar as pessoas a Deus, reforçar a fé e guiar a vida. Também hoje, muitos se lembram de episódios ligados a uma maternidade espiritual: uma freira, uma catequista, um livro, uma professora, maternidade espiritual muitas vezes escondida, mas decisiva. 

A história da Igreja é repleta de exemplos extraordinários de santidade feminina, destaques intelectuais e morais que souberam exercitar uma forte ascendência na vida eclesial e social. Lançaram uma presença indelével. Não reivindicavam, amavam. 

Que venham os novos nomes femininos à Comissão Teológica Internacional, para renovar o “papel” das mulheres na Igreja, é preciso antes de tudo de filhas, esposas e mães que, graças ao amor a Deus e aos irmãos, saibam reanimar o homem que não encontra paz. 

Saibamos levantar a Igreja com o gênio de quem ama, humildemente, como a Mãe. 

Todo o resto: função e responsabilidades virão por si só.

sources: LA NUOVA BUSSOLA