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quarta-feira, 6 de maio de 2015

CELEBRAÇÃO MARCA OFICIALMENTE ABERTURA DO PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE DOM HÉLDER CÂMARA


O processo para a beatificação e canonização de dom Hélder Câmara iniciou, oficialmente, no último domingo, 3, com uma missa presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Fernando Saburido, na catedral do Santíssimo Salvador do Mundo, em Olinda.

A celebração marcou a abertura da fase diocesana do processo para a beatificação e canonização de dom Helder e decretou a formação do tribunal que será responsável pela causa. Composto por cinco membros, o grupo está encarregado de analisar os textos publicados pelo bispo e escutar as pessoas que tiveram contato com ele.

Concluída a fase de investigação, o papa poderá conceder a dom Hélder o título de Venerável Servo do Senhor. Para que um venerável se torne beato, é necessário que tenha havido um milagre por sua intercessão. Caso haja um milagre após ser proclamado beato, ele poderá ser canonizado.

“Temos consciência de que é um processo lento, mas não temos pressa. Queremos que as pessoas possam refletir a mensagem de dom Hélder, suas ideias que são muito atuais. Espero que essa fase diocesana dure no máximo um ano, que dê tudo certo, e que possamos colaborar com a Igreja com essa apresentação de alguém que viveu realmente toda uma vida doada à construção do reino de Deus”, declarou dom Fernando Saburido.

Em 2014 o episcopado iniciou o processo solicitando a beatificação de dom Hélder e, em fevereiro deste ano, recebeu a autorização da Santa Sé para o pedido, oficializado com a celebração pela arquidiocese de Olinda e Recife.

“Dom Hélder era um homem de uma personalidade impressionante. Era uma pessoa baixinha, franzina, mas que quando falava crescia, envolvia as pessoas. Ele sofreu muito diante da repressão, passando maus momentos de perseguição por enfrentar autoridades da época”, disse dom Saburido.

Dom Hélder Câmara

Foi dom Hélder Câmara que teve a iniciativa e levou adiante a ideia de constituir uma entidade que congregasse oficialmente os bispos da Igreja Católica no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Ele nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza (CE), em uma família de doze irmãos. Após entrar muito jovem no seminário, foi ordenado sacerdote aos 22 anos. Conhecido por “dom da paz”, o bispo recebeu diversos prêmios pelo trabalho desenvolvido em defesa dos direitos humanos e por quatro vezes foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Dom Saburdio lembra que dom Hélder era conhecido no mundo todo por se “confundir” com os miseráveis, “estava sempre próximo às pessoas, defendendo a causa dos injustiçados. Ele era alguém que sabia construir um mundo novo, mais fraterno”.

Conhecido também por sua clara opção pelos pobres, dom Hélder Câmara faleceu em 27 de agosto de 1999, aos 90 anos, na casa em que residia em Recife, como arcebispo emérito de Olinda e Recife.

Com fotografia da Rádio Vaticano

 SEGUNDA, 04 MAIO 2015 16:46 – CNBB


quinta-feira, 30 de abril de 2015

15 DICAS PARA REDUZIR A BARRIGA


Confira 15 dicas para reduzir a barriga, emagrecer e ficar em forma em poucos dias:

1. Coma alimentos crus e ricos em fibras para melhorar o funcionamento do intestino e a digestão;

2. Evite bebidas com gases, elas, em geral, são muito açucaradas e aumentam o volume abdominal;

3. Não coma frituras sob nenhuma circunstância. Além de possuírem muitas calorias dispensáveis, pode-se ingerir os mesmos alimentos com outro tipo de preparação;

4. Evite consumir temperos prontos ou comidas congeladas industrializadas, pois possuem mais sal e promovem retenção hídrica, aumentando a sensação de inchaço;

5. Inicie as refeições sempre com um prato raso de salada. Isso serve para "forrar" o estômago e controlar a sensação de fome. Comer uma pera 20 minutos antes do almoço e jantar também é um bom truque para diminuir o apetite.


6. Faça alguma atividade física de forma regular. Além de ajudar a emagrecer a barriga, também melhora a circulação, o bem-estar e a autoconfiança;

7. Aumente o metabolismo com o consumo de pimenta vermelha, chá verde, gengibre e água gelada. Esses alimentos são termogênicos e ajudam o corpo a perder calorias, mesmo parado. Cinco copos de água por dia são 200 calorias a menos;

8. Mantenha uma boa postura, pois ela ajuda a diminuir a forma arredondada da barriga;

9. Faça 6 refeições por dia e mastigue bastante. Assim dá tempo do cérebro entender que já tem comida no estômago;

10. Beba bastante água, de preferência longe do horário das refeições. Além de limpar o corpo, também hidrata o intestino, regularizando a função intestinal;

11. Evite os doces, como sobremesas, e dê preferência às frutas cítricas ou mesmo à gelatina, que também ajuda a combater a flacidez;

12. Elimine todas as fontes de gorduras de adição, como a margarina, as peles das aves ou a gordura das carnes;

13. Não coma mais de um alimento fonte de carboidrato por refeição. Por exemplo, se comer batata, não precisa comer arroz ou se comer macarrão, não precisa comer pão na mesma refeição.

14. Leia os rótulos das embalagens antes de comprar e tenha atenção se a informação se refere ao pacote todo ou à apenas uma porção.

15. Siga essas dicas por, pelo menos, 10 dias e deixe o seu corpo se acostumar com essas mudanças. Os resultados aparecerão em pouco tempo.

Se pese a cada 10 dias para não gerar ansiedade. Não é recomendado se pesar todos os dias, mas deve ser sempre na mesma hora e na mesma balança.

Para acompanhar o emagrecimento é importante medir com uma fita métrica a cintura, passando a fita sobre o umbigo e anotar os valores para visualizar melhor a evolução de perda peso até alcançar a boa forma.

FONTE: ww.tuasaude.com/15-dicas-para-reduzir-a-barriga


quinta-feira, 16 de abril de 2015

A VIDA E OS MISTÉRIOS DO GUERREIRO SÃO JORGE


Santo teve documentos destruídos pela Igreja, mas suas lendas resistiram ao tempo.


Dizem que ele resistiu a venenos, ressuscitou 300 mortos, derrotou um dragão. Dizem. Porque a existência de São Jorge é, de longe, uma das mais questionadas do cristianismo. Os documentos que comprovariam sua trajetória foram destruídos ao longo de dois séculos pela própria Igreja, temorosa de que a fama do mártir pudesse obscurecer até a de Jesus. Para especialistas ouvidos pelo GLOBO, a tentativa de apagar a biografia do santo teve efeito inverso — em vez de retirá-lo dos altares, fortaleceu a sua devoção. A imagem do guerreiro sobre um cavalo conquistou de cruzados ingleses a escravos africanos, e o reconhecimento final veio nos últimos 15 anos, quando ele ganhou definitivamente o crédito de “santo de máxima importância”.

— São Jorge assumiu uma aura importante por ter resistido à tentativa da Igreja de eliminá-lo. Isso surtiu um efeito contrário: estimulou o seu culto — conta Ivan Manoel, professor do Departamento de História da Unesp em Franca. — A figura de um guerreiro contra o dragão é a síntese da batalha do Bem contra o Mal. Ele é o santo das dificuldades, o que todo mundo sofre de alguma forma.

No século passado, aliás, até o status de santo, obtido em 494, foi ameaçado.

— Como não havia uma comprovação científica dos milagres de São Jorge, em 1960 sua celebração foi redefinida pelo Papa João XXIII como apenas uma comemoração — destaca Malga di Paula, autora de “Meu São Jorge da Capadócia” (editora Caras), que foi à Turquia 25 vezes para resgatar as histórias do santo. — Nove anos depois, Paulo VI afirmou que o dia 23 de abril seria apenas de memória facultativa, alegando que a existência de São Jorge não era claramente comprovada. Foi só em 2000, com João Paulo II, que ele recuperou o status de figura de “máxima importância” na Igreja.

RESISTÊNCIA AO PAGANISMO

Os mistérios sobre os rumos de São Jorge começam no berço. A versão mais aceita é a de que ele nasceu no ano 280, na Capadócia, um refúgio cristão na atual Turquia. Mudou-se com a mãe para a Palestina na adolescência e se alistou no Exército romano. Na volta de uma guerra no Egito, questionou a perseguição aos cristãos comandada pelo coimperador Galério, que queria forçar os militares a se converter ao paganismo. Foi preso e torturado. Passou por uma roda em que os músculos são esticados ao máximo, chicoteado e, depois, teve as feridas queimadas. Terminou degolado no dia 23 de abril de 303. Sua tumba está até hoje em uma igreja na cidade de Lod, em Israel.
Até perder a cabeça, porém, o santo teria passado por outras provações — ao menos é o que dizem as lendas.

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— Entre cada tortura, o imperador lhe perguntava se ele renunciava à sua religião. São Jorge não cedia e, diante de sua perseverança, muita gente se converteu ao cristianismo — destaca Marília Lamas, autora do livro “São Jorge: a saga do santo guerreiro” (editora Inspira), que será lançado no dia 15. Até o feiticeiro que tentou envenená-lo mudou de religião.

Diversos documentos sobre o santo começaram a surgir a partir do século VI. No entanto, em 680, um concílio em Constantinopla avaliou que parte das histórias sobre os mártires eram apócrifas, e que estas narrativas poderiam levar os fiéis à criação de cultos e seitas. Muitas mensagens foram destruídas, inclusive possíveis relatos sobre a origem de São Jorge.

— As histórias eram recheadas de fábulas. Algumas diziam que São Jorge ressuscitou 300 mortos. Ele parecia mais grandioso do que Jesus — diz Malga.

Ainda assim, no século XI, surgiu mais uma lenda sobre São Jorge.

— Ele teria salvado a filha de um rei de ser devorada por um dragão que vivia dentro de um lago na cidade de Selem, na Líbia. — assinala Marília. — O cavaleiro conseguiu domar a fera e a levou para o povo assustado. Disse que a mataria se todos se convertessem ao cristianismo. Naquele dia, todos foram batizados. A história foi incluída 200 anos depois na “Legenda áurea”, uma coletânea de biografias de santos, que até hoje é uma referência no estudo da religião. Por muitos anos, ela foi mais vendida do que a própria Bíblia.

Além do dragão, São Jorge teria socorrido os cavaleiros da Primeira Cruzada em 1098, em uma batalha contra os muçulmanos em Antioquia (situada na atual Turquia). Em 1190, na Terceira Cruzada, o rei Ricardo Coração de Leão nomeou o santo como protetor de uma das expedições e desenhou uma cruz vermelha no uniforme dos militares, “a cruz de São Jorge”, que hoje está presente na bandeira da Inglaterra. Do território britânico, o santo se espalhou para o resto da Europa, inclusive Portugal, onde “São Jorge!”, tornou-se um grito de batalha no século XIV.

UM DISFARCE PARA OGUM

E aí foi a vez do Brasil. Aqui, São Jorge chega como o “santo estatal”, imposto pelos conquistadores aos índios e escravos africanos. Mas os negros logo deram um jeito para que a umbanda e o candomblé resistissem na colônia onde o catolicismo era a religião obrigatória.

— Para sobreviver no Brasil colonizado pelo branco europeu, o candomblé teve de se adaptar como uma religião secundária — explica Marília. — Para não serem descobertos e reprimidos pelos senhores, os escravos, em seus rituais religiosos, fingiam adorar um santo da Igreja, mas, na verdade, estavam cultuando o orixá correspondente àquele santo. São Jorge é Ogum, o orixá da guerra, do combate, do ferro e da metalurgia.

Para Ivan Manoel, a nova identidade do santo foi fundamental para consolidá-lo como um dos santos mais populares do Brasil.

— O sincretismo religioso assegurou o culto a São Jorge. Ele foi uma das figuras mais grandiosas do candomblé — avalia. — Também vale destacar como a imagem do cavaleiro contra um monstro pode ser interpretada de inúmeras formas. Na minha opinião, o dragão de São Jorge é o imperador romano que lutou contra o cristianismo.

Até os comunistas brasileiros criaram uma versão para a figura sagrada. Nos anos 1930, o comissário de guerra soviético Leon Trotsky foi caricaturado como São Jorge, enfrentando o dragão da contrarrevolução. Ele aparece montado em um cavalo branco, usando uma capa vermelha e, em seu escudo, há o desenho da foice e do martelo, que juntos formam o símbolo do comunismo. Na correspondência clandestina no país, seus partidários o chamam de Ogum. Foi mais uma das muitas facetas de São Jorge, o mártir cuja espada cortou todas as tentativas de desconstruí-lo.

Leia mais sobre esse assunto em 
http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/a-vida-os-misterios-do-guerreiro-sao-jorge-15843162#ixzz3XTw37D1s


terça-feira, 14 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO CAFÉ: TRÊS CURIOSAS HISTÓRIAS SOBRE ESTA BEBIDA E OS PAPAS

Entre elas, adivinhe de qual país é o café que Francisco bebe no Vaticano!
14 de abril é o Dia Mundial do Café - e certamente não vai faltar gente disposta a celebrar muito bem essa data saboreando o próprio "homenageado", que tem fãs fervorosos em todos os lugares.


Para acompanhar a merecida pausa de hoje para um bom cafezinho (ou vários), aqui vão três casos curiosos sobre o café e três papas!

CLEMENTE VIII

Diz a lenda que, no século XVII, vários padres italianos pediram ao papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse o consumo de café, então considerado uma "bebida projetada por Satanás para os infiéis". É que o café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, os dervixes sufistas e as tribos africanas não cristãs.

O papa, muito prudente, quis conhecer melhor a situação e pediu um café para provar. Conforme o relato da escritora britânica Claudia Roden em seu livro "Coffe: A Connoisseur's Companion", de 1981, o papa teria provado um café da melhor qualidade e, logo em seguida, declarou:

“Pois bem. Esta 'bebida de Satanás' é tão deliciosa que seria um pecado deixá-la somente para os infiéis. Enganemos Satanás batizando-a!”

PAULO VI

Issa é um cristão árabe de Jerusalém. Em 1963, ele trabalhava na empresa responsável pela manutenção elétrica do Santo Sepulcro. No começo do ano seguinte, o papa Paulo VI iria visitar a Terra Santa e Issa confidenciou um grande desejo ao seu pároco: “Eu gostaria de encontrar o papa!”. Mas Issa não obteve nenhuma resposta.

No dia 6 de janeiro de 1964, o pároco pediu a Issa e à sua esposa Leila: “Estendam um belo tapete vermelho na entrada”. Os dois jovens obedeceram. Pouco depois, Paulo VI em pessoa apareceu, cumprimentou o vizinho, ouviu em confissão uma pessoa gravemente doente e aceitou uma xícara de café oferecida por Leila.




“Foi uma surpresa! Não esperávamos que Paulo VI entrasse mesmo na nossa casa”, conta o casal, ainda cheio de emoção, do alto dos seus 80 anos de idade e muitas histórias para compartilhar.
Ah, sim: sabe o que eles fizeram com a xícara em que o papa tomou seu café?



FRANCISCO

No começo de 2014, o jornalista espanhol José Manuel Vidal visitou a Casa Santa Marta e ficou surpreso com a simplicidade do almoço que é servido ao papa Francisco e aos seus colaboradores. Ele conta que, no centro de cada mesa, havia uma fruteira com bananas, kiwis e tangerinas. Ao lado, uma garrafa de água com gás e duas garrafas de vinho: um tinto e um branco, de rótulos "simples e populares". O primeiro prato foi um macarrão parafuso “normalzinho”; o segundo, escalope "apenas passável", com guarnição de ervilhas e pimentões fritos. Quem quisesse salada de alface podia se levantar e servir-se. Como sobremesa, fruta. E, isto sim, um bom café: “espresso” ou “macchiato”.

Sabemos que Francisco gosta de chimarrão, mas também sabemos que, nas poucas vezes em que viajava para Roma quando ainda era cardeal de Buenos Aires, Bergoglio gostava de tomar um "caffè ristretto" (curto) encostado ao balcão de alguma cafeteria, enquanto dava uma caminhada.

Outra curiosidade interessante para os brasileiros: durante a sua estadia no Brasil em 2013, o papa Francisco saboreou o café baiano "Natura Gourmet". Mas isto não foi novidade para ele (nem teria sido para Bento XVI): esse café, produzido em Ibicoara, na Chapada Diamantina, é consumido em todo o Vaticano desde 2010, quando o produto foi selecionado para atender a demanda da Cidade-Estado!

O papa até pode ser argentino. Mas o café que ele toma é brasileiro!

sources: ALETEIA

ORQUESTRA EM DESARMONIA


A relação entre os maestros das principais orquestras sinfônicas do mundo e os seus músicos é o tema de uma discussão que está incendiando o comedido mundo da música clássica. E as reportagens publicadas na imprensa sobre assunto revelam algo que muitos já sabiam mas que até agora não haviam dado muita atenção:

Polêmica envolvendo autoritarismo dos principais maestros do mundo serve como um alerta para os líderes que se consideram regentes de suas organizações.

A relação entre os maestros das principais orquestras sinfônicas do mundo e os seus músicos é o tema de uma discussão que está incendiando o comedido mundo da música clássica. E as reportagens publicadas na imprensa sobre assunto revelam algo que muitos já sabiam, mas que até agora não haviam dado muita atenção: a tirania do estilo de gestão / liderança de alguns maestros e os impactos na performance e na reação dos músicos.

O tema interessa ao público em geral como uma curiosidade e uma excentricidade, porém interessa em particular aos executivos e gestores de empresas porque reacende duas polêmicas interessantes e velhas conhecidas.

A primeira diz respeito à discussão do estilo de liderança. No ambiente das empresas este é um tema debatido e experimentado cotidianamente, escolas de pensamento em management produziram / produzem farto material sobre o assunto, além de seminários / cursos e coachings que são realizados para desenvolver novas e antigas lideranças. O centro da discussão é exatamente o mesmo que vem sendo debatido no mundo musical: qual é o impacto do estilo e das práticas de liderança de um líder no comportamento dos seguidores e / ou subordinados? Como este impacto se traduz em motivação para o trabalho e produtividade?

Não é o caso dos maestros terem de frequentar os cursos citados. No entanto, para eles que lidam com pessoas com intenção de conseguir resultados em um ambiente altamente motivador de produção musical, não é possível admitir que o estilo tirânico pudesse ser aquele escolhido para a condução de músicos e a produção de música. Não é necessário ser um especialista em relações humanas para saber que tiranos colhem reações contrárias como sabotagem, “corpo mole” e desvios de conduta, respostas que são consequência direta do seu comportamento. É sabedoria corrente que quanto maior a opressão, mais as pessoas desenvolvem (mais cedo ou mais tarde) mecanismos de sobre passá-la, ou de simplesmente evitá-la. É simples, será que maestros tidos como autoritários gostariam de ser tratados da mesma forma que tratam seus músicos?

Gestores de empresas têm estas questões à “flor da pele” e buscam seus resultados com consciência de que seu estilo melhora ou piora a performance de equipes com quem trabalham. Porém, justiça seja feita, é óbvio que entre eles estão os que se aproximam em atitudes dos maestros autoritários, e pode ser que diante desta polêmica estejam refletindo ou mesmo festejando suas práticas.

Em resumo, se este tema não está resolvido nas empresas, pelo menos lá é objeto permanente de discussão e desenvolvimento. No mínimo elas não aprovam a idéia de ter paralisações, sabotagens e greves de seus funcionários, principalmente se forem causadas por estilos gerenciais tirânicos.

A segunda polêmica é decorrente da primeira. Muito se utilizou e ainda se utiliza a metáfora da orquestra sinfônica e seu maestro para compreender e ilustrar aspectos da relação líder x seguidor e do funcionamento de equipes dentro das empresas. Neste caso, não parece que esta seja uma metáfora adequada. As fortes e profundas mudanças globais nos últimos tempos direcionaram o cenário organizacional para: estruturas em rede, organizações virtuais, estruturas matriciais globais, flexibilidade, adaptabilidade, competências comportamentais diferenciadas... que já não podem mais ser entendidas com a ajuda das mesmas metáforas e conceitos.

De fato as organizações de hoje estão exatamente pregando, desenvolvendo e incentivando práticas de relacionamento que sustentem um ambiente minimamente saudável para se trabalhar. Talvez a metáfora neste ponto pudesse ser invertida: compreender a gestão de uma orquestra sinfônica através da gestão de uma equipe de trabalho em uma empresa.

Pessoas motivadas e suas contribuições são fundamentais para o sucesso. Líderes que incentivem e fomentem isto muito mais.

Seria uma enorme injustiça deduzir que todos os maestros são autoritários. Porém é hora de renovar práticas e conceitos que privilegiem as pessoas e suas competências como a principal fonte de resultados de uma empresa (orquestra ou não). Gestores e maestros são facilitadores e incentivadores de talentos, de aprendizagem e de ambientes estimuladores de produtividade.

Se for necessária uma metáfora do mundo musical para se compreender melhor estas questões, esta seria a da banda de jazz. Ela pode produzir melhores resultados em termos comparativos. Ao contrário da orquestra sinfônica, que segue uma partitura pré-existente, pouca inovação na execução e segue as orientações de um líder sempre presente, com muito pouco riscos e erros, um jazz band é caracterizada pela improvisação /inovação, pela criação sem o benefício do planejamento, pela liderança e aprendizagem compartilhadas, pela autogestão, entre outras.
Com estas características, muito mais próximas do cotidiano das empresas hoje, e sem ser uma nova moda, a metáfora da banda de jazz pode contribuir para uma reflexão mais atualizada de alguns aspectos do cotidiano do management, enfocando estes pontos em torno dos quais orienta sua produção musical.

Uma banda de jazz pode ajudar, ainda no mesmo sentido metafórico, líderes e “músicos” organizacionais a compreender como responder melhor às exigências de desempenho em ambientes de velocidade e criatividade, que é o que o músico de jazz sabe fazer com muita competência, sem precisar que alguém o trate de maneira autoritária.

Luís Felipe Cortoni
cortoni@lczconsultoria.com.br
Formado em Psicologia. Iniciou sua carreira no Departamento de Desenvolvimento Gerencial da Mercedes Benz do Brasil em 1981


terça-feira, 31 de março de 2015

COMO CARBOIDRATOS NOS FAZEM ENGORDAR

Qualquer pessoa que esteja tentando mudar seu estilo de vida e alimentação para perder peso sabe que uma das primeiras providências é "reduzir o consumo de carboidratos". Mas o que são os tais carboidratos? Eles são açúcares que se transformam em gordura, fazendo com que a gente engorde, certo? Bem... há mais fatos sobre eles. Talvez você já tenha ouvido falar em "carboidratos simples" e "carboidratos complexos". Portanto, sabe que há mais de um tipo, e cada tipo tem diferente composição, com diferentes efeitos no nosso organismo. Existem carboidratos que contêm fibras nutricionais, que auxiliam na perda de peso. Apesar de sua má reputação, se você aprender o que cada tipo de carboidrato faz e quais são os alimentos que  os contêm, e quais os tipos, será possível manter a forma sem ter que abrir mão deles.

  
                                    Evite - Carboidratos simples
Todos os carboidratos são açúcares, mas carboidratos simples são compostos por açúcares simples, e o problema com este tipo de açúcar é a maneira como o processamos: após ingeri-lo, sentimo-nos saciados por apenas 20 minutos, e depois disso, ficamos com alto nível de insulina no sangue, fazendo com que queiramos mais açúcar. Para evitar este tipo de carboidrato, basta ler a lista dos ingredientes dos alimentos que você compra.
A menos que o açúcar esteja visível na superfície do alimento, não há como saber se ele está lá ou não. Se você não consegue encontrá-lo no nome do produto, procure nos ingredientes. Você poderá ver termos como frutose (açúcar de frutas), lactose (açúcar dos laticínios), glicose, sucralose, etc. Como regra geral, se termina em "ose", é um carboidrato simples, que você deve evitar.

                           Atenção - Carboidratos complexos - Amidos

Carboidratos complexos são assim chamados porque eles são formados por vários carboidratos simples. à primeira vista, parece ser pior, mas eles são mais saudáveis como energéticos de longa duração e sensação de saciedade, pois liberam energia durante um período mais longo.

                Alimentos que contêm carboidratos complexos:

Amidos como ervilhas, milho, feijão-fava, batatas, feijão, lentilhas, batata-doce, mandioca, grão-de-bico, etc.
Grãos como aveia, farelo de aveia, cevada e trigo (incluindo massas, pães, biscoitos, etc.)

                    O grupo dos grãos divide-se em refinado ou integral:

Bran – É a parte externa do grão, a casca, que fornece a maior quantidade de fibras, vitamina B e minerais.
Germe – É a camada seguinte, que conté, vitamina E e ácidos graxos.
Endosperma – É a polpa do grão, composta principalmente de amido.
Quando você ouve falar em "grãos integrais", normalmente, significa grãos não refinados e que contêm as três camadas. Se você comer apenas grãos refinados, perde os benefícios do bran e do germe.


             Recomendado - Carboidratos complexos e ricos em fibras

Fibras digestivas vêm exclusivamente das plantas. Portanto, você não irá obtê-las dos laticínios, ovos, carne, peixe, etc. Fibras são partes das plantas que o organismo não consegue digerir e são muito comuns em frutas, vegetais, nozes, grãos integrais e legumes.
Recomenda-se que adultos consumam 25-30 gramas de fibras por dia, mas muitos de nós ingerimos apenas a metade. As fibras auxiliam no processo digestivo, expelindo toxinas do corpo e também proporcionando uma sensação de saciedade prolongada.
Você encontra carboidratos ricos em fibras em:
Legumes
Arroz integral
Massa de farinha de trigo integral
Grãos integrais – procure por aqueles que contêm 3g de fibras por porção.
Pães integrais – procure pães feitos com farinha de trigo ou de aveia integral.
Geralmente, uma boa fonte de fibras irá conter 2,5g - 4,9g de fibras por porção, e as melhores fontes conterão 5g ou mais. É importante hidratar-se bem quando consumir alimentos ricos em fibras, pois elas absorvem líquidos e podem causar desidratação.

       
                                  Índice glicêmico - Qual é a relevância?

Índice glicêmico é um sistema que classifica os carboidratos conforme o seu efeito no nível de açúcar no sangue. Quanto maior for o valor glicêmico, mais rapidamente ele irá afetar o nível de glicose no seu sangue. Recomenda-se evitar alimentos com alto índice glicêmico. Os carboidratos complexos e ricos em fibras, assim como os grão integrais, possuem, em média, nível glicêmico mais baixo, fazendo com que sejam mais indicados para consumo.



6 IDEIAS EQUIVOCADAS SOBRE O ABDOMEN PLANO

Existem muitíssimas indústrias que tentam (e, muitas vezes, conseguem) aproveitar-se de mitos para gerar maiores lucros. Isto inclui indústrias de materiais esportivos, cosméticos, produtos ditos saudáveis, laboratórios farmacêuticos, indústrias de alimentos e tantas outras. Porém, a verdade é: a única maneira de obter uma barriga achatada é reduzindo a quantidade de gordura corporal através de exercícios físicos diários e uma dieta balanceada.

Leve em consideração estes conceitos antes de comprar qualquer produto ou adotar hábitos incorretos:
1. Fazer exercícios abdominais deixará o seu abdômen perfeito
Não. Enquanto você não eliminar a camada de gordura depositada sob o tecido muscular, seu abdômen não ficará diferente. Este é um dos maiores mitos em relação a estômagos achatados.
Exercitar os músculos do estômago não lhe fará eliminar gordura, apenas fortalecerá o tecido muscular por  cima da gordura. Portanto, se você apenas práticas abdominais e não acompanha os exercícios com uma alimentação adequada, a aparência do seu abdômen continuará a mesma.
2- Parar de comer
Esta é uma ideia que sequer deveria passar pela cabeça de alguém. Ao deixar de comer e passar fome, você apenas fará com que o seu corpo ative o modo "guardar toda a gordura possível", pois, ao deixar de receber alimento suficiente, o corpo (que é o mesmo corpo humano desde a Idade da Pedra) se prepara e começa a armazenar gorduras para poder sobreviver. Ele não sabe que a fome das dietas malucas é proposital.
Ainda que seja muito importante ter controle sobre o que comemos e evitar os excessos, parar de comer não é a solução e, de fato, pode trazer severas complicações para a saúde. É importante compreender que ter uma barriga achatada requer paciência, perseverança e disciplina.
3- Pílulas e suplementos alimentares
Existe toda uma indústria criada para vender pílulas e medicamentos milagrosos, bem como suplementos alimentares com a promessa de dar um abdômen perfeito e sem esforço. Acredite se existisse mesmo algo assim, estaria presente em quase todas as casas e seria mais popular que Viagra. Mas isso não existe. É uma grande mentira, pois, exceto através de cirurgia, é impossível perder gordura sem levar um estilo de vida baseado numa boa alimentação e numa rotina de exercícios regulares.
4- Produtos dietéticos
Em geral,  os produtos dietéticos contêm montes de produtos artificiais que o seu corpo não necessita e que são nulos do ponto de vista nutricional. O melhor é optar por produtos naturais.
5- Eliminar os carboidratos
Na verdade é possível e até recomendado o consumo de certos tipos de carboidratos que auxiliam na redução do peso. O segredo está na moderação e na seleção dos alimentos que contêm estas substâncias. Nem o excesso de consumo e nem a sua ausência são opções saudáveis.
6- Depois que conseguir minha barriga achatada, não preciso mais cuidar

Embora os músculos tenham memória, o seu abdômen não permanecerá plano e malhado se você não continuar seguindo uma dieta saudável e praticando exercícios. Infelizmente, a manutenção das formas e medidas requer constância, pois o corpo não se mantém em forma por si mesmo.

FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=2002&memberid=9599