www.hydrapreciosa.blogspot.com

terça-feira, 10 de maio de 2016

ESPIRITUALIDADE

COMO E POR QUE ESTAR A SÓS DIANTE DA EUCARISTIA?
Guia para a adoração ao Santíssimo Sacramento


Uma das frases mais fortes de Jesus no Evangelho é a pergunta que Ele faz aos apóstolos em Getsêmani, quando os vê dormindo: “Não conseguem velar uma hora comigo?”. Em outras palavras, Jesus quis que eles dedicassem uma hora de reparação para combater a hora do mal.

A oração pessoal durante uma hora diante do Santíssimo Sacramento, estando ou não exposto, consiste basicamente nisso: acompanhar o Senhor em seus últimos momentos com o coração, buscando assimilar o seu amor.

É uma hora para aprender de Jesus, agradecer seu sacrifício e corresponder ao seu amor. Neste sentido, a adoração ao Santíssimo Sacramento é uma prolongação da missa.

Estar na presença do Santíssimo é como sair para tomar sol; assim como o sol é fonte natural da energia que dá vida, da mesma maneira Jesus sacramentado é a fonte sobrenatural de todo amor e graça.

Estar na presença do Senhor gera uma amizade íntima com Ele que nos entusiasma na vida – algo que não se alcança com estudos teológicos, por exemplo. É preciso conhecer mais Jesus Cristo, saber mais sobre Ele; e para isso, o trato pessoal com Jesus é fundamental. Recordemos que o verbo “conhecer”, na linguagem bíblica, significa amar.

Na adoração, Jesus nos convida a nos aproximarmos dele, conversar com Ele, pedir-lhe as coisas de que necessitamos e experimentar a bênção da sua amizade.

Essa hora de adoração pode ser oferecida por várias intenções, especialmente pela conversão dos pecadores.

Não existe um roteiro estabelecido pela Igreja para fazer adoração; cada um pode seguir o seu coração nesse momento. No entanto, vale a pena recordar a necessidade do silêncio interior e do recolhimento para estar na presença de Deus, bem como a importância de fazer um ato de fé e tomar consciência da presença de Deus no início da adoração.

Durante a adoração, há algumas devoções especialmente válidas, como ler o Evangelho e meditar sobre o que se leu; rezar a Via Sacra; recitar os mistérios dolorosos do terço; ler e orar sobre algum texto de espiritualidade, rezar com os salmos etc.

Também é de grande proveito espiritual simplesmente estar na presença do Senhor, fazer-lhe companhia, identificar-se com Jesus, oferecer-lhe a dor pessoal para permitir que seu consolo toque o coração e o encha de paz interior, receber sua inspiração divina para encontrar luz nas dificuldades.

Há três recomendações importantes ao fazer a adoração eucarística:

1. Estar atentos. Não dar espaços para as distrações. Desligar o celular, por exemplo.

2. Recordar: não é uma hora de leitura.

3. Estar alerta. Alternar posições: sentar-se, ajoelhar-se, ficar em pé com respeito. O importante é não ficar em uma situação tão cômoda, a ponto de dormir.

Como já foi dito, não existe um “ritual” a ser seguido na hora da adoração. No entanto, o fiel pode levar em consideração a seguinte sugestão de roteiro, que eu particularmente pratico e quero compartilhar:

1. Fazer o sinal da cruz.
2. Oração de preparação (espontânea ou já existente).
3. Leitura espiritual (de livre escolha) e meditação. Lectio divina.
4. O santo terço e/ou Via Sacra e/ou liturgia das horas.
5. Oração pessoal. Privilegiar este momento.
6. Comunhão eucarística espiritual (por meio de uma oração pessoal ou já existente).
7. Contemplação do Santíssimo.
8. Louvores de desagravo e reparação.
9. Oração final (pessoal ou já existente).
10. Sinal da cruz.
Na oração pessoal (ponto 5), que é o momento central, mais do que falar com o Senhor, é importante criar um momento de silêncio, pois o silêncio é capaz de abrir um espaço interior no mais íntimo de nós que permite a ação de Deus, que faz que sua Palavra permaneça em nós, para que o amor a Ele crie raízes em nossa mente, em nosso coração e seja motivação da nossa vida.
Na adoração eucarística, o mais importante é deixar-se amar e abraçar pelo Senhor em cada momento, isto é, entrar em sua intimidade.


PE. HENRY VARGAS HOLGUÍN  

ESPIRITUALIDADE

COMO E POR QUE ESTAR A SÓS DIANTE DA EUCARISTIA?
Guia para a adoração ao Santíssimo Sacramento


Uma das frases mais fortes de Jesus no Evangelho é a pergunta que Ele faz aos apóstolos em Getsêmani, quando os vê dormindo: “Não conseguem velar uma hora comigo?”. Em outras palavras, Jesus quis que eles dedicassem uma hora de reparação para combater a hora do mal.

A oração pessoal durante uma hora diante do Santíssimo Sacramento, estando ou não exposto, consiste basicamente nisso: acompanhar o Senhor em seus últimos momentos com o coração, buscando assimilar o seu amor.

É uma hora para aprender de Jesus, agradecer seu sacrifício e corresponder ao seu amor. Neste sentido, a adoração ao Santíssimo Sacramento é uma prolongação da missa.

Estar na presença do Santíssimo é como sair para tomar sol; assim como o sol é fonte natural da energia que dá vida, da mesma maneira Jesus sacramentado é a fonte sobrenatural de todo amor e graça.

Estar na presença do Senhor gera uma amizade íntima com Ele que nos entusiasma na vida – algo que não se alcança com estudos teológicos, por exemplo. É preciso conhecer mais Jesus Cristo, saber mais sobre Ele; e para isso, o trato pessoal com Jesus é fundamental. Recordemos que o verbo “conhecer”, na linguagem bíblica, significa amar.

Na adoração, Jesus nos convida a nos aproximarmos dele, conversar com Ele, pedir-lhe as coisas de que necessitamos e experimentar a bênção da sua amizade.

Essa hora de adoração pode ser oferecida por várias intenções, especialmente pela conversão dos pecadores.

Não existe um roteiro estabelecido pela Igreja para fazer adoração; cada um pode seguir o seu coração nesse momento. No entanto, vale a pena recordar a necessidade do silêncio interior e do recolhimento para estar na presença de Deus, bem como a importância de fazer um ato de fé e tomar consciência da presença de Deus no início da adoração.

Durante a adoração, há algumas devoções especialmente válidas, como ler o Evangelho e meditar sobre o que se leu; rezar a Via Sacra; recitar os mistérios dolorosos do terço; ler e orar sobre algum texto de espiritualidade, rezar com os salmos etc.

Também é de grande proveito espiritual simplesmente estar na presença do Senhor, fazer-lhe companhia, identificar-se com Jesus, oferecer-lhe a dor pessoal para permitir que seu consolo toque o coração e o encha de paz interior, receber sua inspiração divina para encontrar luz nas dificuldades.

Há três recomendações importantes ao fazer a adoração eucarística:

1. Estar atentos. Não dar espaços para as distrações. Desligar o celular, por exemplo.

2. Recordar: não é uma hora de leitura.

3. Estar alerta. Alternar posições: sentar-se, ajoelhar-se, ficar em pé com respeito. O importante é não ficar em uma situação tão cômoda, a ponto de dormir.

Como já foi dito, não existe um “ritual” a ser seguido na hora da adoração. No entanto, o fiel pode levar em consideração a seguinte sugestão de roteiro, que eu particularmente pratico e quero compartilhar:

1. Fazer o sinal da cruz.
2. Oração de preparação (espontânea ou já existente).
3. Leitura espiritual (de livre escolha) e meditação. Lectio divina.
4. O santo terço e/ou Via Sacra e/ou liturgia das horas.
5. Oração pessoal. Privilegiar este momento.
6. Comunhão eucarística espiritual (por meio de uma oração pessoal ou já existente).
7. Contemplação do Santíssimo.
8. Louvores de desagravo e reparação.
9. Oração final (pessoal ou já existente).
10. Sinal da cruz.

Na oração pessoal (ponto 5), que é o momento central, mais do que falar com o Senhor, é importante criar um momento de silêncio, pois o silêncio é capaz de abrir um espaço interior no mais íntimo de nós que permite a ação de Deus, que faz que sua Palavra permaneça em nós, para que o amor a Ele crie raízes em nossa mente, em nosso coração e seja motivação da nossa vida.

Na adoração eucarística, o mais importante é deixar-se amar e abraçar pelo Senhor em cada momento, isto é, entrar em sua intimidade.


PE. HENRY VARGAS HOLGUÍN  

FAÇA UM LINDO PASSEIO PELAS BELEZAS DO PANTANAL!

O Complexo do Pantanal é uma das maiores riquezas naturais do Brasil. Nenhum outro lugar no mundo pode ser comparado a ele. São cerca de 250 mil quilômetros de uma exuberante natureza com uma rica fauna e flora e paisagens de tirar o fôlego. Sua importância para a sistema ecológico do Brasil é tanta é considerado Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO, além de ser um dos locais onde a natureza é rigorosamente bem preservada. Quer conhecer e saber mais sobre este lugar maravilhoso? Assista a este lindo vídeo que mostra todo o esplendor do Pantanal, incluindo a singular cultura pantaneira preservada há séculos pelos seus habitantes, e encha seus olhos com um espetáculo de beleza natural!





RECEITA: DELICIOSA SOBREMESA DE MASSA FOLHADA COM AMÊNDOAS

Além de deliciosas, as amêndoas têm grande valor nutritivo. Uma pequena porção de amêndoas tem 3,5 gramas de fibra e 6 gramas de proteína. São uma ótima fonte de vitamina E (o equivalente a 37 por cento da quantidade diária que devemos consumir), e também de manganês e magnésio. Há muitas receitas que levam este saboroso ingrediente, mas esse doce certamente vai te dar água na boca. Pode parecer difícil, mas é bem simples de preparar. Confira no vídeo e na descrição abaixo.

INGREDIENTES
1/4 de xícara de manteiga sem sal
1/4 de xícara de açúcar
200 gramas de pasta de amêndoas (marzipan)
2 colheres de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de essência de amêndoa
1 folha de massa folhada
1 ovo batido
Lascas de amêndoa para decorar
Açúcar de confeiteiro (opcional)
PREPARO
1. Preaqueça o forno a 200 oC.
2. Em um recipiente, coloque a manteiga e o açúcar e bata até formar uma pasta. Adicione a pasta de amêndoa e bata novamente até que a pasta esteja completamente misturada. Adicione a essência de baunilha e de amêndoas, e mexa bem.
3. Disponha a massa folhada em uma forma coberta com papel-manteiga. Faça cortes horizontais e deixe um espaço na parte de cima, onde você irá dispor o recheio. Enrole a massa com cuidado e, feito isso, faça um círculo.
4. Passe o ovo batido por cima, com a ajuda de um pincel, e decore com as lascas de amêndoa. Asse por 10 minutos a 200 oC. Passado esse tempo, diminua a temperatura para 190 oC, e asse por 16 a 18 minutos, ou até a massa ficar dourada.
5. Decore com açúcar de confeiteiro, se desejar.
FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=6490

UM CUBO DE GELO NESTE LOCAL FAZ MARAVILHAS PELO SEU CORPO

Todos queremos viver mais, mas também quereremos viver melhor. Para conseguir isso, devemos comer bem, nos exercitar, manter a cabeça afiada e, ao que parece, colocar uma pedra de gelo na nuca! O ponto no meio da parte de trás do pescoço, perto do couro cabeludo, é chamado, na medicina chinesa, de Feng Fu, e é o ponto de pressão na base do crânio.


Ao colocar um cubo de gelo neste ponto, além do alívio temporário do calor no verão, você acordará as forças estabilizadoras do seu corpo e poderá até notar que os níveis de alegria e energia aumentaram. Continue lendo e aprenda sobre as vantagens deste método e como aplicá-lo.Deite de barriga para baixo e coloque um cubo de gelo no ponto de pressão Feng Fu. Deixe-o no local por 20 minutos (use uma toalha para mantê-lo no lugar). Faça isso de estômago vazio, regularmente mas com um intervalo de 2 ou 3 dias, pela manhã e à noite. Em poucos dias você deve notar:

Uma elevação do seu humor Alívio das dores de cabeça Melhor respiração Melhor qualidade de sono Melhora na digestão Alívio dos sintomas de resfriado Alívio de dores de dente Mais energia e atenção Alivio dos problemas da glândula paratireoide.


Sim, vai ser um pouco frio e desconfortável no início, mas após 30 segundos, você começará a sentir calor no local. Nos primeiros dias você se sentirá eufórico e feliz, pois haverá uma liberação de endorfinas no seu organismo.

De acordo com a medicina chinesa, o ponto Feng Fu não é um ponto de pressão para a cura, mas sim um ponto de pressão que retorna o corpo ao seu estágio fisiológico natural, de maneira que os fatores externos que influenciam nossa saúde e funções corporais possam ser neutralizados.

A medicina moderna explica estes efeitos mostrando que o ponto Feng Fu fica muito perto do tronco cerebral, e por isso esta técnica não é recomendada à gestantes, pessoas que sofrem de esquizofrenia ou aqueles que possuem marca-passos.
Experimente você mesmo este tratamento milenar quando sofrer de dores, cansaço ou um desiquilíbrio geral nas funções do seu corpo!"

OBS: “As informações e sugestões contidas neste site são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.”


FONTE: http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=6492

quarta-feira, 4 de maio de 2016

AS MEDITAÇÕES SOBRE O CÂNTICO DOS CÂNTICOS

O Cântico dos Cânticos é o poema do amor que oferece ao leitor a imagem de dois jovens apaixonados



Se quiséssemos vasculhar um coração, entre as páginas da Bíblia, provavelmente não passariam despercebidas as relativas ao Cântico dos Cânticos, que já o título a língua hebraica traduz como um superlativo de excelência. Uma obra composta por oito capítulos que relata o amor, humano e divino, guardado no coração de cada criatura.

“Um livro pouco usado na liturgia – afirmava Christian de Chergé –, nunca lido aos domingos, uma única vez durante a semana, no Advento – mas também é facultativo –, como se tivéssemos um pouco de medo dele. Ele aparece duas vezes em dois dias de festa (para Santa Maria Madalena e São Bernardo). São, portanto, duas leituras de dias de memória. E, depois, dois trechos foram escolhidas para as missas votivas das profissões religiosas e para a consagração das virgens e também para o matrimônio.”

A partir dessas considerações, as Edizioni Messaggero de Pádua recentemente publicaram “Meditações sobre o Cântico dos Cânticos”, de Christian de Chergé (1937-1996), prior da abadia trapista de Tibhirine, na Argélia, sequestrado e morto por um grupo terrorista com outros seis outros monges, em maio de 1996.

Trata-se de um curso de exercícios espirituais pregados pelo religioso trapista às Irmãzinhas de Jesus em Mohammedia, uma cidade portuária do Marrocos, em novembro de 1990, com a intenção principal de comentar alguns textos do Cântico dos Cânticos, associando-os às “cartas às Igrejas” que se encontram nos capítulos dois e três do Apocalipse.

O texto – editado por Christian Salenson, sacerdote da diocese de Nîmes, membro do Instituto de Teologia e Religião de Marselha e diretor da revista Cammini del Dialogo – se apresenta na forma de sete encontros. Cada encontro (cada um dos quais conclui com propostas de meditação) é organizado em torno de um “grito” da esposa, assim como encontramos no Cântico dos Cânticos: “Beije-me”, “Arraste-me com você”, “Levante-se”, “Retorne”, “Abra-me”, “Volte-se, volte-se”, “Ponha-me como um selo”.

As meditações de Christian de Chergé contribuem para redescobrir a beleza de um texto vetero-testamentário altamente poético, cheio de intuições e imagens que lançam luz sobre o mistério do ser humano, como criatura amada por Deus.

Na apresentação do texto, afirma-se: “Contrariamente à ideia corrente de que esse gênero literário deve ser reservado para poucos – monges, religiosos ou padres – especialistas em mística, pensamos que hoje, para viver no mundo como fiéis, os cristãos, tanto padres quanto leigos, precisam se saciar nas fontes vivas da tradição espiritual”.

O Cântico dos Cânticos é o poema do amor que oferece ao leitor a imagem de dois jovens apaixonados, também através do paradigma da corporeidade. É interessante, a esse respeito, o comentário de Christian de Chergé ao primeiro versículo do Cântico: “Beije-me com os beijos da sua boca”, que poderiam parecer – como, aliás, grande parte das imagens presentes no Cântico – até mesmo ousado.

“A eucaristia – afirma o autor – nos ensina que todo o corpo é sacramento. Por isso, não há nada de vulgar naquilo que o corpo é, diz ou faz. Abramos a Bíblia. Há o beijo de Maria Madalena, que escandaliza os judeus. Nós também podemos estar do lado daquela que dá o beijo ou do lado daqueles que se escandalizam, ou talvez também do lado daquele que recebe o beijo. Há o beijo de Judas. O beijo de Judas é um beijo destinado a encerrar uma história de amor, enquanto que, por si só, o beijo seria feito para abrir e para estipular um pacto de amor. […] Ao beijo de Judas respondeu o beijo de Jesus que parece lhe dizer: não é você que pode fechar, com sua iniciativa, a seu modo, uma história que o meu Pai começou e que Eu quero continuar. […] Na Trindade, o Espírito é o beijo do Pai ao Filho, e do Filho ao Pai. 

No comentário talmúdico à morte de Moisés, há uma expressão magnífica. Diz-se que, quando Moisés se pôs nas mãos de Deus, no limiar da Terra Prometida na qual ele não poderá entrar – porque a única terra prometida em que ele pode entrar é outra – Deus vem, se estende sobre Moisés e, com um beijo, aspira-lhe a alma. Deus retoma em si o que lhe deu ao criá-lo. Se a morte pudesse ser simplesmente assim, seria bonito!”

O texto publicado pela Messaggero de Pádua oferece um comentário à literatura espiritual do Cântico dos Cânticosacessível a todos e de grande atualidade. O Papa Bento XVI, na encíclica Deus caritas est, dizia: “Como deve ser vivido o amor, para que se realize plenamente a sua promessa humana e divina? 

Podemos encontrar uma primeira indicação importante no Cântico dos Cânticos, um dos livros do Antigo Testamento bem conhecido dos místicos. Segundo a interpretação hoje predominante, as poesias contidas nesse livro são originalmente cânticos de amor, talvez previstos para uma festa israelita de núpcias, na qual deviam exaltar o amor conjugal”.

Por Michelangelo Nasca, no Vatican Insider


“NOSSA SENHORA CHOROU NA MINHA CASA”

O testemunho de fé de um pai de família que, na infância, morou no lar em que um milagre aconteceu.


Como você viveria depois que, dentro da sua própria casa, uma imagem de Nossa Senhora tivesse lacrimejado?

O milagre, reconhecido pela Igreja, ocorreu em Siracusa, na Itália, na casa do jovem casal Angelo Iannuso e Antonina Giusto, que esperavam então o primeiro filho. Entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 1953, de uma imagem de gesso que representava o Imaculado Coração de Maria e que estava à cabeceira da cama do casal, brotaram “lágrimas humanas“, como foi confirmado pelas análises científicas.

Angelo e Antonina teriam quatro filhos, dois meninos e duas meninas. É o segundo a nascer, Enzo, quem nos guia hoje pela casa da sua infância. “Quando Maria escolheu chorar dentro da nossa família, foi porque ela quis que a sua mensagem fosse dada dentro de uma família”.

“Às vezes, a mamãe nos mostrava os lenços com que tinha enxugado as lágrimas que caíam da imagem”, conta ele. Um gesto espontâneo de mãe. Hoje, alguns daqueles lenços são mantidos em um relicário, junto com lágrimas que desceram do quadrinho de gesso.
Nos próximos dias, o relicário de Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa será levado à Basílica de São Pedro para a “Vigília de enxugar as lágrimas“, convocada pelo Papa Francisco no coração do Jubileu da Misericórdia.

Em Siracusa, na Sicília, o local onde os pais e um tio de Enzo viviam se tornou um oratório, lugar de peregrinação e oração. Ainda é preservada, em uma sala, a cama do casal. No quarto original, local do milagre, há hoje um altar em que todo dia é celebrada a missa.

Voltar a esses lugares “de família” é motivo de gratidão para Enzo: “Parece quase impossível estar envolvido em uma história como esta, mas esta é a realidade, e o sentimento é de serenidade e gratidão“. Além disso, “nós não tivemos nenhum mérito para que isto acontecesse conosco. Não é vaidade. Recebemos a dádiva de ser instrumentos, e, depois disso, podemos ficar de lado”.

Antonina contava aos filhos sobre aquela manhã de sábado em que tinha notado as lágrimas escorrendo pelo rosto de Maria.

Poucas palavras, porque, mais que palavras, “era um clima que se respirava dentro de casa. Um clima de serenidade. Havia também problemas, como em qualquer família, mas nós respirávamos serenidade”, reflete Enzo. Marinheiro profissional, ele se mudou de Siracusa para a Apúlia, se casou e teve três filhos. “Tive uma vida movimentada, mas isso não me impediu de viver e me envolver com a escolha de ser pai e marido“.

Enzo e a esposa levam “uma vida normal, como a de qualquer casal, com momentos de lágrimas e risos, com sacrifícios, mas, quando se vive uma alegria dessas, dá para enfrentar tudo com paz interior”.

Para viver bem, diz ele, “você tem que acordar todos os dias e decidir recomeçar. Temos um Pai e Nossa Senhora sempre perto; só precisamos ter um pouco de confiança”.

E, tal como ele respirou a fé e a serenidade dos pais quando menino, também seus filhos foram criados imersos nesse ambiente: “Não é contando coisas que se transmite a fé, é vivendo. É uma riqueza que você tem e que você compartilha com naturalidade”.

Quando o relicário com as lágrimas de Maria chega a alguma paróquia da Apúlia, ele vai até lá: “É como se viesse a minha mãe. E eu vou encontrá-la”.