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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A CASA DOS MIL ESPELHOS


Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.

Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:
”Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes”.

Neste mesmo vilarejo, outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: “Que lugar horrível, nunca mais volto aqui”.

Todos os rostos no mundo são espelhos.

Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?


Folclore japonês

CONTOS FANTÁSTICOS

                                     AMOR NA GAVETA!


 Agora sei que existe um tipo de amor que fica na gaveta do coração, e que eu nunca havia experimentado... um amor que fica escondido e camuflado dentro da gente em silêncio, este tipo de amor faz com que no passar do tempo a gente se torne paciente e cheia de resignação...

Amor sem abraço, sem beijo e sem sem nunca ter se tocado... as vezes ele floresce um pouco mais, as vezes se apaga diante de outras emoções, mas ele está ali sempre presente em um cantinho do coração... Este amor sem ser amada e sem esperanças de ser correspondida, é calmo, calado e as vezes chora...

Estou carregando este amor a meses em segredo, tento abrir meu coração todos os dias para que ele escape, mas ele se recusa a sair tentando me fazer perder o rumo e a alegria... Estou colocando a cada dia uma pedra a mais neste sentimento não correspondido e deixando florescer sentimentos que me aguardam do lado de fora do coração.

Hoje decidi que não deixarei mais nenhuma esperança entrar dentro de mim, afugentarei os pensamentos a cada vez que eles me cercarem tentando me dar alguma esperança de você, estou decidida a mudar de caminho e não olhar mais para trás


Agora vejo que  meses se passaram e eu fiquei ali estacionada a espera de uma palavra sua, ou um chamado seu... olho em minha volta e vejo que tudo foi caminhando com o tempo, as pessoas foram vivendo, as estações do ano foram mudando, e eu não vi nada mudar em você!

CONTOS FANTÁSTICOS

A FLAUTA DO MONGE INOCENTE - Jean de Quercy


Sabeis por que todos os anos multidões de peregrinos vão rezar em Dégagnazès? É que antigamente ocorreram lá as grandes coisas que eu vos contarei.
No bosque, no local em que os mercadores montam suas barracas no dia de peregrinação, havia um convento com trinta monges vestidos todos de branco. Na realidade eram trinta e um, mas eu disse trinta, como todo mundo, porque o trigésimo primeiro não contava. Era um mongezinho não maior que uma criança, todo corcunda e um tanto coxo, conhecido como ‘o inocente’, por causa da sua simplicidade.
Não falava com ninguém, mas sabia-se que era bom, porque tinha os olhos doces e os animais gostavam dele. Era o pastor do convento, e todas as manhãs, ao raiar do dia, saía do estábulo, onde dormia ao lado das suas ovelhas, e com elas atravessava os bosques floridos, à procura dos locais de pastagem.
O monge amava suas ovelhas, mas amava ainda mais sua flauta. Era uma flauta de bambu, com seis orifícios, que ele mesmo fizera. Quando ele a levava à boca e soprava, abrindo e fechando com seus dedos os orifícios, poder-se-ia dizer que ela falava. Eu não sei se de fato falava, mas o certo é que todos, homens e animais, a compreendiam.
A flauta punha ordem em todas as atividades da vizinhança. De manhã, quando o monge saía do convento tocando alegremente, os galos que o ouviam compreendiam que era hora de cantar, e cantavam a plenos pulmões. Os camponeses diziam: "Ouça a flauta do mongezinho. Está na hora de levantar". E se levantavam. As flores que se fecham durante a noite preparavam-se para abrir. O vento que dormia nos bosques começava a se mover e sacudir as árvores, para acordar os passarinhos.
Ao meio-dia, quando o monge tocava uma música faustosa, as ovelhas se deitavam sobre as patas cruzadas, para o descanso do meio-dia, e os camponeses interrompiam o trabalho para comer o pão. Ao fim do dia, quando o monge voltava ao convento tocando uma música lenta e suave, as galinhas nos seus poleiros compreendiam que era hora de dormir, e também os camponeses cansados iam para suas camas. Que faria a pobre Dégagnazès sem o monge? Não saberia viver conforme a ordem e o horário que agrada ao bom Deus.
Um dia o monge não saiu do convento, e tudo ficou de pernas para o ar. É que os ingleses devastavam a região, e os camponeses se refugiaram no convento com todos os seus animais. Mas, como não era fortificado, os ingleses entraram, apreenderam os seus bois, suas ovelhas, as tapeçarias da igreja, os cálices de ouro e toda a prata do mosteiro. Mas não ligaram para a flauta nem para as ovelhas do mongezinho. Logo que os ingleses se foram, o monge recomeçou a sair no horário de costume, tocando sua flauta e acordando os galos na hora em que eles deviam ser acordados.
O prior do convento ficou furioso. Era um homem grande e vermelho, que queria ser sempre o mais forte, e que desprezava os simples e pequenos. Como os ingleses estavam por perto e podiam voltar, ele decidiu fortificar o mosteiro. Uma noite ele reuniu seus vinte e nove monges e lhes mandou porem mãos à obra, para trazer as pedras da montanha negra e quebrá-las, a fim de levantar um grande muro. Mas os monges desataram a rir:
— Precisaríamos de cem anos para esse trabalho. Somos apenas homens, e o próprio diabo não o conseguiria.
— Veremos — disse o prior. — Voltai para vossas celas, seus desocupados, porque eu vou à procura do diabo.
O prior não sabia aonde ir e o que fazer para encontrar o diabo. Mas era tão orgulhoso, que estava certo de o diabo vir por si mesmo. Compreendeis bem que nessas circunstâncias o diabo não se faria de rogado. E realmente ele apareceu ao prior em uma clareira do bosque, vestido com roupa cor de fogo e trazendo na mão um tridente. O prior, que tremia um pouco, procurou dar a impressão de olhá-lo de cima.
— Então você está por aí, seu preguiçoso. Quer dizer que você me ouviu quando pronunciei seu nome!
— Fale com menos arrogância — respondeu o diabo. — Estamos sós, e é você que precisa de mim. E só o servirei se você me pagar bem. O que quer que eu faça?
— Eu quero um muro que contorne o convento, com 10 metros de altura e três de espessura, com cem seteiras e um grosso portão de ferro. E precisa ser construído durante a próxima noite, entre o pôr-do-sol e o primeiro canto do galo.
— Vejamos então a minha parte no negócio. Se eu construir o muro antes do canto do galo, você me dará sua alma e a de todos os monges que te pertencem por voto de obediência, e dos quais, portanto, você pode dispor... Mas o que é isto que eu estou ouvindo?
Era o som da flauta, porque o mongezinho corcunda tinha visto raiar a aurora, e começava a tocá-la enquanto saía do convento. Como de costume, os galos acordados pela flauta se puseram a cantar, e toda a vizinhança começou a se movimentar. O diabo ficou mal à vontade com todo esse bulício do trabalho honesto, e não sabia mais o que dizer. Teve até desejo de fugir, quando viu aparecer na clareira o mongezinho entre suas ovelhas e cordeiros.
— Não gosto desse anão mal construído — disse enfim. — Ele está com jeito de quem quer nos espionar. Eu vou-me embora, Sr. Prior, e depois apareço na sua cela.
— Não se preocupe — disse o prior, que desprezava o mongezinho. — Esse anão é um tolo, um fraco de espírito, mais ignorante que os próprios animais. Ele não ouve nada, não sabe nada e não compreende nada. Podemos concluir tranqüilamente o nosso negócio.
Parcialmente tranqüilizado, o diabo redigiu o contrato em um pergaminho e o leu em voz alta, fazendo-o assinar pelo prior, e em seguida desapareceu. O mongezinho havia compreendido tudo, como bem o podeis imaginar, e ficou triste o dia todo. Até se esqueceu de tocar a flauta ao meio-dia e à tarde, desorganizando novamente todas as atividades da vizinhança.
Quando o sol se pôs, ele viu chegar um batalhão de diabos. Havia milhares, de todas as cores. Uns puxavam carroças carregadas de pedras, outros cavavam as fundações, outros assentavam as pedras. Todos permaneciam em silêncio. Não se ouvia nada, mas o muro ia se erguendo, e o mestre dos diabos ia de um lado para outro, em uma nuvem de fogo, empurrando com um tridente aqueles que não trabalhavam rápido. Chegou a meia-noite, o que significa que restavam ainda três horas para terminarem o trabalho antes do canto do galo. O muro estava quase concluído, e logo chegou a porta. O diabo deu um assovio, e todos os outros diabos se aproximaram para assentá-la. Era um trabalho difícil, mas os diabos, numerosos e fortes, acabaram colocando-a nos gonzos.
O mongezinho compreendeu então que tudo estava perdido. Olhou para a flauta e chorou, pensando que no inferno ela não lhe valeria de nada. Mas tanto olhou para a flauta através de suas lágrimas, que afinal teve uma idéia. Acordou sem ruído suas ovelhas e cordeiros, que o acompanharam enquanto saía de mansinho, com a flauta à mão.
Quando os diabos, lá no alto do muro, assentavam a última camada de pedras, ele começou a tocar a flauta, com toda sua força e toda sua fé. As notas da flauta se espalharam pelos campos e chegaram até os galos, que acordaram sobressaltados. E todos os galos de Dégagnazès, com medo de terem perdido a hora, puseram-se a cantar com todas as suas forças, e o seu canto chegou às muralhas ainda inacabadas do convento.
O diabo compreendeu que havia perdido, e fugiu com todos os seus operários, urrando, enquanto o monge, alegre, continuava a tocar sua flauta, como para agradecer ao bom Deus.


(Jean de Quercy, Contes de la Vieille France – Fernand Lanore, Paris, 1945)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

HILÁRIO: A LIGAÇÃO BOMBÁSTICA DO VELHINHO PARA O FILHO

Um pai de família, já nos seus 70 anos, liga para o filho na antevéspera do Ano-Novo e lhe diz:
– Emir, sinto muito ter que estragar o seu dia, mas tenho que te dizer que sua mãe e vamos nos divorciar, depois de 45 anos de convivência.
O filho fica indignado:
– Papai, o que você está dizendo?!, grita o filho.
– Não conseguimos mais nem nos olhar um para a cara do outro - disse o pai. E completou: - Vamos nos separar e acabou. Ligue para a sua irmã Jade e conte a ela.


Desvairado, o rapaz liga para a irmã, que explode no telefone.
– De jeito nenhum! Meus pais não irão se divorciar!! Vou ligar para papai agora!
Quando o velho atendeu, ela disse, quase gritando:
– Não façam nada até nós chegarmos aí amanhã. Eu e Emir vamos comprar as passagens e estaremos aí amanhã mesmo, ouviu?! E bate o telefone sem deixar o pai responder.
O velhinho desliga o telefone, vira para a mulher e diz sorridente:

Pronto, Zoraide. Eles virão para o Ano-Novo e não teremos que pagar as passagens!!!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ARROZ YAKIMESHI, UM ‘UP’ NO ARROZ DE ONTEM



INGREDIENTES:
2 xícaras de arroz cozido, com caldo de galinha caseiro ou tablete de caldo industrializado, ou reaproveite as sobras do arroz de ontem.

1 fio de óleo de gergelim
2 dentes de alho descascado e amassado
1 cebola picada em cubos regulares e uniformes, brunoise.
2 ou 3 ovos inteiros
1 xícara de cebolinha fresca picada
1 xícara de cenoura bem picada e semi cozida no micro ondas por 5 minutos, ponto al dente.
150grs. de presunto fatiado e cortado em  cubinhos

COMO FAZER ARROZ YAKIMESHI:
Cozinhe o arroz, aqui. Substituindo a água pelo cado de galinha, aqui ou 1 tablete de caldo industrializado de galinha. Reserve.

Aqueça uma frigideira wok, coloque um fio de óleo e faça os 2 ovo inteiros mexidos tempere com 1 pitada de sal e 1 pitada de ajinomoto. Com ajuda de uma espátula, vá ‘quebrando os ovos’ separando-os em flocos. Reserve em um prato a parte.

Nessa mesma frigideira acrescente mais um pouco de óleo, refogue 2 dentes de alho descascado e amassado por 1-2 minutos, até o alho alourar.  Coloque 1 cebola picada em cubos regulares e uniformes, brunoise,  refogue também por 1-2 minutos até ficarem translúcidas. Junte então 1 xícara de cenoura bem picada e semi cozida no micro ondas tampada por 5 minutos, ponto al dente e 150grs. de presunto fatiado e cortado em cubinhos pequenos.

Volte o ovo na frigideira, junte o arroz cozido acrescente 1 fio de óleo de gergelim e mexa por 2 minutos, salteando e fritando o arroz, até que ele fique bem brilhante e incorpore todos os sabores dos demais ingredientes.

Desligue o fogo, junte  a cebolinha e misture levemente. Tempere com pimenta do reino a gosto, sal e ajinomoto.
Sirva o Arroz Yakimeshi acompanhado de suculentos pedaços de Frango com Shimeji.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A LENDA NATALINA DO CRISÂNTEMO

                                  A Lenda do Crisântemo


Vivia na Floresta Negra um camponês chamado Hermann. Na véspera de Natal, quando voltava descuidado para casa, encontrou, caído na neve, um pobre menino que estava quase a morrer.

Penalizado com a triste situação da criança, tomou-a nos braços e levou-a para a sua modesta cabana. A mulher do camponês e seus filhos tiveram, também, muita pena do infeliz e com ele repartiram alegremente a humilde ceia que tinham preparado.

O pequeno, que a bondade daquela gente havia confortado, passou a noite na cabana paupérrima e, na manhã seguinte, sem que ninguém pudesse notar, desapareceu.

Dias depois, ao entrar numa igreja, o camponês teve a sua atenção despertada por uma estampa na qual aparecia o Menino Jesus: ele verificou, com assombro, a semelhança entre o Salvador e o pobrezinho a quem ele acudira na noite de Natal.

Não havia dúvida: o pequenino que fora socorrido e agasalhado no pobre casebre do lenhador era o Menino Jesus!

Impressionado com a descoberta, resolveu Hermann rever o lugar em que havia encontrado o Menino Jesus e verificou que haviam milagrosamente nascido, no meio da neve, várias flores de extraordinária beleza. Apanhou cinco dessas flores e levou-as à sua mulher.


Essa flor veio a ser chamada de crisântemo: do grego chrysós, “ouro”, ou Christós, “Cristo”, e ánthemon, “flor”. Ou seja: flores de Cristo ou flores de ouro (esta última é a tradução etimologicamente reconhecida; a outra é uma versão popular).

GARRAFAS DECORADAS

Ideias fantásticas  para reutilizar garrafas de vidro na decoração sua casa, do escritório, para festas de aniversário, casamentos, confraternizações, eventos informais.