Veja como amor e a amizade
demonstrada concretamente podem ajudar uma pessoa a superar as dificuldades
mais delicadas da vida.
Segundo o Instituto Nacional
de Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no
mundo, mais comum entre as mulheres, e corresponde a 22% dos novos casos a cada
ano.
Estatísticas revelam um
aumento na incidência deste tipo de câncer em países desenvolvidos e
subdesenvolvidos. É relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima desta faixa
etária sua ocorrência cresce de maneira rápida e progressiva.
No Brasil, em 2011, foram
registradas 13.345 mortes em consequência do câncer, sendo 120 homens e 13.225
mulheres. Para este ano, as estimativas preveem 57.120 novos casos. Segundo
dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, 1 de cada 12 mulheres terá um
tumor nas mamas até os 90 anos de idade.
A quantidade de mulheres que
encontramos fazendo um tratamento de quimioterapia por causa deste tipo de
câncer aumentou consideravelmente nos últimos 50 anos.
Mas o que acontece com os
sentimentos de uma mulher que vive essa experiência? Muitos de nós imaginamos
como pode se sentir uma mulher ao saber que terá parte do seio, ou todo ele,
retirado, ficará careca por causa da medicação e viverá mudanças consideráveis,
que atingirão, aparentemente, sua feminilidade.
A solidão pode ser um
sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas é importante fazê-la
sentir que não está sozinha. O apoio de familiares e amigos é fundamental para
superação da doença e do estigma que a acompanha. Muitos médicos dizem que a
pior parte do tratamento é este sentimento de solidão e tristeza que pode levar
a uma depressão. É necessária a conscientização da paciente, mas também dos que
a rodeiam, da importância do apoio daqueles que estão ao seu lado, para
adquirir a força e sustento que ajudarão a superar a batalha.
A história de Gerdi McKenna
e suas amigas nos ajuda a ilustrar este quadro. Gerdi é uma sul-africana de 35
anos que luta contra o câncer de mama. Mãe de um menino de cinco anos e uma
menina de um. Um dia, McKenna recebeu um convite de uma de suas amigas para uma
sessão fotográfica. O que ela não sabia era que, em solidariedade ao que estava
vivendo na luta com o câncer, suas amigas resolveram raspar o cabelo, mesmo sem
nunca terem passado por tal experiência.
“O primeiro rosto que eu vi
foi o da minha irmã, que mora a duas horas de distância, mas sem cabelo! O que
vi a seguir foi a minha mãe, também careca. E depois todo mundo ali tirou os
gorros que estavam usando e mostraram suas cabeças raspadas. Fiquei
completamente espantada, não tinha ideia do que estava acontecendo. Seguiu-se
uma torrente de lágrimas”, revelou Gerdi, ao viver esta experiência
transformadora.
A atitude das amigas de
McKenna surpreendem o mundo, pois exprimem como o amor e a amizade,
demonstrados concretamente, podem ajudar uma pessoa a superar as dificuldades
mais delicadas da vida, se ao seu lado existe o suporte necessário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário